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A especificação Advanced Power Management (APM) foi desenvolvida em conjunto pela Microsoft e Intel. A primeira versão veio a público em 1992 com o objetivo de controlar por software o consumo de energia do hardware. A versão mais nova da especificação é a 1.2, publicada em fevereiro de 1996. A partir de então o APM foi substituído pela ACPI. A especificação descreve um conjunto de camadas de software implementadas por meio de um driver (gerenciador de dispositivo) agregado ao sistema operacional que controla a alimentação de energia dos dispositivos com o objetivo de minimizar o consumo. Exceto por esse driver, o sistema operacional não toma conhecimento do APM (ao contrário da ACPI, que é integrada ao próprio sistema operacional). O alvo principal do APM eram os computadores portáteis com o objetivo de aumentar a duração da bateria, mas acabou sendo incorporado também aos micros de mesa. As funções do APM são implementadas no BIOS, portanto para que se possa dela tirar proveito é necessário que o hardware a suporte. A idéia básica por trás do APM é simples: quando é detectada a inatividade do sistema ou de alguns de seus componentes, o fornecimento de energia a estes componentes é interrompido ou reduzido até que ocorra um evento capaz de despertar o sistema (tipicamente um toque no teclado, um movimento do mouse, o toque de um telefone ligado a um modem ou o decurso de um período determinado, ajustável). Períodos mais longos de inatividade podem levar a estados de maior redução de consumo de energia. Dependendo da implementação, o sistema pode ser regulado para entrar em um determinado estado após decorrido um certo período de inatividade e passar para um estado de maior economia caso a inatividade perdure por mais algum tempo e assim por diante. A especificação APM reconhece cinco desses estados: - em plena carga (Full On), quando não há gerenciamento algum - APM habilitado (APM enabled), quando o sistema está em carga porém alguns dos dispositivos que não estão em uso podem ter sua alimentação suspensa; - em espera (standby), quando, após um certo período de inatividade, a CPU passa a trabalhar mais lentamente e alimentação da maior parte dos perifericos é cortada; - suspenso (suspended), quando o funcionamento da CPU é interrompido, quase todos os periféricos são desligados e os parâmetros operacionais são preservados para serem restaurados quando a plena carga for retomada (a hibernação, quando uma imagem do conteúdo da memória é gravada em disco e o sistema é inteiramente desligado, é uma implementação especial do estado suspenso); e, finalmente: - desligado, quando a máquina não está funcionando, não há consumo de energia e os parâmetros operacionais não são preservados. Na medida que se passa de um estado para o seguinte, diminui o consumo de energia porém aumenta o tempo necessário para retomada da operação em plena carga quando um evento acorda o sistema. O gerenciamento de energia, ou seja, a passagem de um estado para outro e a interrupção do fornecimento de energia aos diversos periféricos é feito pelo BIOS ou através de chamadas executadas através do driver (gerenciador de dispositivos) APM agregado ao sistema operacional. Se o BIOS da placa-mãe suporta o APM, alguma redução de consumo pode ser obtida mesmo que o sistema operacional o ignore, ou seja, mesmo que o driver não seja carregado (desligamento do vídeo, por exemplo). Mas a máxima funcionalidade somente é obtida quando o driver APM é instalado, ensejando que o sistema operacional participe do processo. O driver tem três funções básicas: transferir informações sobre a atividade do sistema entre o sistema operacional e o BIOS, arbitrar as necessidades em um ambiente multitarefa (evitando que um aplicativo inativo paralise o sistema quando outro está em atividade) e identificar oportunidades de reduzir o consumo que não foram detectadas pelo BIOS. Ao contrário da ACPI, onde os ajustes são feitos através de um utilitário com a máquina em operação, o ajuste dos parâmetros do APM é feito através do setup do micro durante a inicialização. Máquinas cujos BIOS suportam o APM apresentam uma seção do setup para isto, a Advanced Power Management. Nela, pode-se habilitar ou desabilitar o APM e ajustar diversos parâmetro, como o método para o desligamento do vídeo, o tempo de inatividade para entrar nos diferentes estados, além dos eventos e as interrupções cuja solicitação fará despertar o sistema. Um roteiro passo-a-passo para configurar o APM, citando os nomes dos ajustes e as opções disponíveis, é impraticável: como depende do BIOS, tanto nomes quanto opções variam de máquina para máquina. Mas pode-se dar uma orientação geral. Para efetuar os ajustes, acesse o setup (geralmente premindo Del ou uma outra combinação de teclas durante a inicialização, logo após o teste dos componentes) e passe para a página do gerenciamento de energia (APM, Advanced Power Management, Power Management Setup ou algo parecido). Nela você encontrará diversos ajustes cujos nomes e funções dependem da implementação do BIOS. O ajuste mais importante é aquele que permite habilitar ou desabilitar o APM. É preciso atenção, pois em muitos sistemas ele vem desabilitado por padrão. Mantenha-o habilitado (enabled) ou ajustado para PM control by APM = Yes, o que dá no mesmo. Em geral há também um ajuste do modo de desligar o vídeo. Procure por uma opção V H Sync, V H Sync + Blank ou algo parecido (desde que contenha V H Synch). Ela corresponde ao desligamento do tubo de raios catódicos do vídeo (ou dos dispositivos luminescentes em vídeos que não usam tubos de raios catódicos). Evite o ajuste Blank Screen que não desliga o vídeo, mas apenas exibe uma tela em branco (ou seja: negra). Os demais ajustes correspondem aos eventos e interrupções que podem despertar o sistema e aos tempos de inatividade para entrar nos diversos estados de economia de energia. O ajuste dos tempos de inatividade para passar de um estado a outro podem ser explicitados de dois modos: ou sob a forma de esquemas de energia, nos quais são especificados os graus de economia de energia (exemplos: Max saving, Min saving e Disabled, para esquemas que permitem economia máxima, mínima e nenhuma, respectivamente) ou sob a forma de ajustes dos tempos de inatividade decorridos para entrar nos diversos modos, ou estados. Mas atenção: nem sempre os BIOS usam os nomes oficiais para os estados. O modo APM Enabled também pode ser chamado de Doze e o modo Standby por vezes é chamado de Sleep, portanto fique alerta para esses nomes e mais uns tantos outros que a imaginação dos desenvolvedores de BIOS criar. O melhor é escolher um dos esquemas propostos ou, se desejar alterar os tempos, recorrer ao bom senso para fazê-lo. Finalmente, a maioria das seções do BIOS referentes ao gerenciamento de energia contém ainda uma lista de interrupções (IRQs) cuja solicitação desperta o sistema. Exceto em casos especiais, as opções padrão são perfeitamente adequadas. Portanto, sugiro alterá-las apenas se houver uma boa razão que o justifique e se souber o que está fazendo. Do contrário, melhor deixá-las nas opções padrão, adequadas para a maioria dos casos. B.Piropo |
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[ Wagner Ribeiro ] |
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