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B. Piropo
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27/11/2000

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P: Quando reformatei o HD, alterei o boot para somente C. Agora não consigo mais dar boot no computador. O monitor não dá sinal, fica piscando, como se não tivesse conectado. O que fazer para me comunicar novamente com o computador?

Thiago Rodrigues

R: Os números “1,2” e “1,44” referem-se às capacidades aproximadas dos disquetes em megabytes. Para entendê-los, é preciso retroagir aos primórdios da história dos computadores da linha PC que, quando foram lançados em 1981 pela IBM, aceitavam apenas disquetes flexíveis com capacidade de armazenamento de 160K, ridiculamente baixa para os padrões atuais. Eram discos de uma única face, com 40 trilhas por face, cada uma comportando 8 setores de 512 bytes cada (a capacidade deriva da multiplicação dos fatores: número de bytes por setor, número de setores por trilha, número de trilhas por face e número de faces por disco: 512 x 8 x 40 x 1 = 163.840 bytes que correspondem a 160 Kbytes, já que um Kbyte tem 1024 bytes e não mil bytes como a maioria das pessoas presume). Se o drive fosse capaz de lê-los (ou seja, se tivesse duas cabeças de leitura/gravação), o PC aceitava ainda disquetes de dupla face que armazenavam 320K, o dobro da capacidade dos de face simples. Esses disquetes eram conhecidos por “disquetes de cinco e um quarto" porque vinham acondicionados em invólucros flexíveis que mediam 5,25” (ou 5 polegadas e 1/4) e eram aceitos já pela primeira versão do DOS, o DOS 1.0 fornecido com os primeiros PC. A versão 2.0 do DOS incluiu mais um setor por trilhas, o que aumentou a capacidade dos disquetes de face simples para 180K e dos de face dupla para 360K. Esses disquetes, conhecidos como “disquetes de densidade dupla” (porque tinham o dobro da densidade de armazenamento de informações de seus predecessores, usados antes do lançamento do PC) foram muito populares na época. Os de dupla face e dupla densidade eram chamados de “disquetes de 360K”. Com o DOS 3.0, lançado juntamente com o modelo AT que usava o processador 80286 da Intel, a evolução da tecnologia permitiu aumentar a densidade de armazenamento de informações, o que tornou possível não apenas aumentar o número de trilhas por setores como também o de setores por trilha. Foram então lançados os disquetes de “face dupla, alta densidade”, com duas faces que comportavam 80 trilhas cada nas quais eram gravados 15 setores por trilha. Sua capacidade era então de: 512 x 15 x 80 x 2 = 1.228.800 bytes, ou 1.200K, o que fez com que esses disquetes fossem conhecidos como “disquetes de 1,2 megabytes”. É esse tipo de disquete que seu “286” é capaz de formatar. Note, no entanto, que trata-se de disquetes de 5,25” e invólucro flexível, completamente diferentes dos disquetes de “1,44” que usam invólucro de plástico duro e medem apenas 3,5” (ou três polegadas e meia, o que os tornou conhecidos como “disquetes de três e meia”). Esses disquetes são uma evolução do padrão anterior que, mesmo em disquetes menores, permitiu armazenar mais informação: em cada face, embora de menor diâmetro, são gravadas as mesmas 80 trilhas e, em cada uma delas, 18 setores – o que eleva a capacidade destes disquetes para: 512 x 18 x 80 x 2 = 1.474.560 bytes ou 1.440K, tornando-os conhecidos como “disquetes de 1,44 megabytes” (havia ainda os disquetes de mesmo formato e menor densidade, com apenas 9 setores por trilha e, portanto, metade da capacidade, conhecidos como “disquetes de 720K”, também de 3,5” e invólucro duro, mas esses foram pouco populares). Em princípio, portanto, se você pretende usar disquetes de “1,2” em seu notebook, é preciso que ele tenha um drive capaz de aceitar “disquetes de cinco e um quarto”, o que não é comum em notebooks, mesmo os antigos. E, o que provavelmente seria ainda mais difícil, você teria que encontrar os disquetes de 5,25”, alta densidade e invólucro flexível. Mas, dependendo da versão do DOS e do hardware, talvez você possa “forçar” a formatação de um disquete de 1,44 com as características de um disquete de 1,2 (ou seja, com 15 setores em cada uma de suas 80 trilhas). Para isso o comando Format permite duas variações (presumindo que o disquete a ser formatado esteja no drive “A:”): “FORMAT A: /F:1.2” (que obriga a formatar o disquete com a capacidade de 1,2Mb) ou “FORMAT A: /T:80 /N:15” (que obriga a formatar o disquete com 80 trilhas de 15 setores cada, o que dá no mesmo). Mas nem todos os sistemas aceitam essa configuração e quando detectam que o disquete é de 1,44, alguns emitem uma mensagem de erro de “mídia inválida” e abortam o processo.

B. Piropo

 

 


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