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B. Piropo
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28/01/2002

<Placas “on board”>


P: Gostaria de saber o que é placa on board. Seu uso diminui a velocidade?. Vale a pena a economia?

Rivelino de Aquino

R: A arquitetura da linha PC (ou seja, a forma pela qual foi concebida a interconexão entre os componentes de um PC) se baseia em três elementos básicos: uma unidade central de processamento (ou CPU), a memória RAM e um conjunto de diversos dispositivos de entrada e saída de dados, interligados por um conjunto de condutores elétricos (o “barramento”). A CPU, memória RAM e o barramento se situam em uma grande placa de circuito impresso denominada “placa-mãe”. Para se comunicarem com a CPU os dispositivos de entrada/saída dependem de um controlador (constituído por um ou mais circuitos integrados). Esses controladores, em geral, são montados em placas de circuito impresso que se encaixam em conectores (“slots”) existentes na placa-mãe e ligados ao barramento. Os conjuntos formados por cada uma dessas placas externas e seus circuitos são conhecidos por “placas controladoras” ou, simplesmente, “placas”. Então, o cerne de um PC é formado por uma placa-mãe na qual se encaixam as placas controladoras que controlam os dispositivos de entrada/saída. Essa configuração traz diversas vantagens, das quais a principal é a possibilidade de substituir uma placa controladora por outra equivalente apenas removendo a antiga e encaixando a nova no “slot” (o que facilita tanto a substituição de componentes defeituosos quanto, principalmente, a troca de controladoras por outras mais poderosas - o que por vezes é desejável sobretudo no caso de controladoras de vídeo e de som). Isso é muito prático no caso dos computadores de mesa, porém menos conveniente no dos computadores portáteis, ou “notebooks”, cujo tamanho e formato não são compatíveis com o uso de slots. Para eles foram desenvolvidas placas-mãe que, além da CPU e memória, trazem ainda entre seus circuitos os controladores dos principais dispositivos de entrada/saída, como vídeo, som e dispositivos de armazenamento (drives). Esse tipo de computador tem, então, as controladoras de entrada/saída na própria placa-mãe, ou seja, “on board” (uma abreviação de “on motherboard”, ou seja, “na placa-mãe”). Mover as controladoras para a placa-mãe resulta em um micro menos flexível, porém menor e mais barato. Por isso a idéia foi adotada por alguns fabricantes, que passaram a desenvolver placas-mãe para computadores de mesa com algumas controladoras integradas à ela (principalmente controladoras de som e vídeo). Essas placas-mãe passaram a ser conhecidas por “placas com som e vídeo on board” ou mais simplesmente por “placas on board” (o que responde à primeira parte de sua pergunta). Quanto à segunda parte: do ponto de vista teórico, não há nenhuma limitação técnica que obrigue as placas-mãe com controladoras “on board” serem de qualidade inferior. Já do ponto de vista prático, a coisa é diferente: como o objetivo principal de integrar as controladoras à placa-mãe é a redução de custos, geralmente os circuitos usados nessas controladoras são baratos. O que acaba resultando em controladores de pior qualidade (além de flexibilidade praticamente nula: como os circuitos estão fisicamente integrados à placa-mãe, não dá para trocar uma controladora de vídeo “on board” por outra mais poderosa; no máximo, e só em alguns casos, pode-se desabilitar a controladora “on board” e instalar outra em um slot, sem remover a original). O resultado é que máquinas com placas “on board” são mais baratas, porém suas controladoras em geral são de pior qualidade. Se a economia vale ou não a pena, depende de quanto você esteja disposto a gastar para ter um sistema com maior flexibilidade e potencialmente de melhor qualidade.

B. Piropo

 

 


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