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B. Piropo
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08/11/1999

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P: Caro Piropo, conheces algum software que realize uma formatação física em disquetes de 3,5"?
R: Formatar um disco é gravar em sua superfície magnética informações que identificam as trilhas e setores em que é subdividida para que os arquivos nelas gravados possam ser encontrados. O processo é análogo a marcar no piso de um grande estacionamento as vagas e vias de escoamento, permitindo o acesso ordenado e a identificação de cada vaga. Em disquetes virgens, a formatação é feita trilha à trilha, gravando efetivamente as "marcas" magnéticas que identificam a posição das trilhas, os intervalos entre os setores e outras informações que são de interesse do sistema operacional. Além disso, todos os setores (de 512 bytes cada, por padrão, seja qual for a capacidade do disquete) são totalmente preenchidos com o valor F6 (em hexadecimal), são gravadas informações sobre o disquete e o sistema operacional no primeiro setor da trilha zero (o chamado "setor de boot") e alguns setores das trilhas iniciais são reservados para serem usados pelo sistema operacional para armazenar informações sobre o nome e localização dos arquivos no disco (respectivamente o "diretório" e as "tabelas de alocação de arquivo", estas últimas no plural, porque são criadas duas cópias idênticas por segurança). A este processo, em que são efetivamente gravadas as informações, denomina-se "formatação física". Nas versões iniciais do DOS, esse processo era repetido toda vez que se mandava formatar um disquete acionando o comando "FORMAT" (nos discos rígidos a coisa era um pouco diferente). Depois, constatou-se que na maioria dos casos isso implicava perda de tempo, já que não havia necessidade de preencher novamente os setores. A partir da versão 5 do DOS o comando FORMAT passou então a dispor do parâmetro /Q (de "quick"), para executar a "formatação rápida", onde o conteúdo dos setores não é sobrescrito e apenas são alteradas as informações contidas no diretório e tabelas de alocação de arquivos para informar que todos os setores estão disponíveis para gravação. E foi criado o comando UNFORMAT para restaurar o estado anterior de um disco formatado por engano (desde que nada fosse gravado sobre ele). Mas, para garantir que as informações anteriormente contidas em um disquete formatado fossem definitivamente eliminada, foi criada a opção /U (de "unconditional"), que formatava incondicionalmente um disquete e sobrescrevia as informações (ou seja, realizava uma formatação física). Lamentavelmente, Windows 98 eliminou esta possibilidade e não há mais como sobrescrever as informações contidas em disquete apenas usando seu comando FORMAT ou a opção "Formatar" do menu de contexto dos drives de disquete. Como, segundo me parece, sua preocupação deve-se a questões de segurança, sugiro que você mantenha sempre a mão um disquete de boot do DOS 6 que contenha o arquivo Format.Com da mesma versão. Quando quiser formatar fisicamente um disquete, inicialize o micro com o DOS 6 e, do prompt do drive A, comande "FORMAT A: /U", remova o disquete de boot e coloque no drive A aquele que deseja formatar. A alternativa é usar um programa que contenha sua própria rotina de formatação, como o excelente XTreeGold do DOS, cuja função de formatar disquetes sempre efetua uma formatação física. B.Piropo

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