Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
28/04/2005
< Monitorando arquivos >

Em seu disco rígido há dezenas, centenas de milhares de arquivos de diversos tipos que começam a se acumular desde a instalação do sistema operacional. Cada programa instalado acrescenta novos arquivos. E, na medida que você usa a máquina, vai criando seus próprios arquivos de dados. Sem contar com os transferidos para seus discos rígidos via Internet ou diretamente de dispositivos como câmaras digitais ou escâneres. O resultado é que toda máquina moderna acumula um imenso número de arquivos. Que, enquanto repousam em paz no disco rígido, têm pouca serventia. Para que eles prestem serviços, o sistema operacional precisa ter acesso a eles. E para que isso aconteça é preciso “abrir” o arquivo, pois o sistema operacional só pode ler ou alterar arquivos abertos.

“Abrir” um arquivo é uma operação corriqueira executada pelo sistema operacional. Ela simplesmente o “marca” como “aberto”, ou seja, informa que ele foi posto à disposição de um programa ou do sistema operacional. Isso evita que um programa tente, por exemplo, eliminar um arquivo que está sendo usado por outro (é por isso que há ocasiões em que a “lixeira” se recusa a aceitar um arquivo alegando que ele está em uso; ela “sabe” disso porque consultou o arquivo e constatou que estava aberto).

Depois de aberto, um arquivo pode ser lido ou escrito. Se o sistema tentar efetuar uma dessas operações e não conseguir completá-la, emite uma mensagem de erro. Do contrário, a operação é dada como bem sucedida. Para ter acesso exclusivo ao arquivo, o programa pode solicitar ao sistema que o “tranque” (“lock”), destrancando-o (“unlock”) depois. E quando o arquivo não é mais necessário, ele é “fechado” pelo sistema operacional e permanece disponível no disco.

Muitas vezes é interessante saber que arquivos foram abertos pelo sistema, quando isso ocorreu, que operações (consulta, leitura, escrita, trancamento, destrancamento ou fechamento) foram nele executadas enquanto permaneceu aberto e se foram ou não bem sucedidas. E para isso nada melhor que o programa Filemon (de File Monitor), que pode ser obtido gratuitamente em
< www.sysinternals.com/ntw2k/source/filemon.shtml >.

Para instalar, abra a página, role-a até o final, clique no atalho correspondente à versão de seu sistema operacional (Win 9x ou WinNT/XP/2000/2003, além das versões de 64 bits) e receba um arquivo no formato Zip. Crie uma pasta para o programa e descomprima nela o arquivo Zip. Isto é tudo. Para rodar o programa clique no ícone do arquivo Filemon.Exe.

Simplesmente executar o Filemon não ajudará muito. Em uma máquina relativamente carregada são feitas dezenas, talvez centenas de operações com arquivos por minuto e você se perderá nessa enxurrada de informações. Mas o programa oferece diversos recursos de configuração e vem acompanhado de um sistema de ajuda (Help) bastante razoável. E pode ser uma ferramenta extraordinariamente útil quando se desconfia que alguma coisa está errada em nossa máquina, seja lentidão excessiva, seja alguma incompatibilidade. Nessas horas uma inspeção na lista de operações executadas nos arquivos – especialmente as mal sucedidas – pode levar à solução do problema.

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Um dos recursos mais úteis é o “Filtro”, que permite escolher que arquivos devem ou não ser monitorados (veja, na figura acima, um exemplo da janela do Filemon com o filtro ajustado para mostrar uma lista apenas dos eventos que não foram bem sucedidos afetando somente arquivos de extensão .Doc durante a operação de abertura e fechamento de um determinado arquivo pelo Word). Além disso, pode-se interromper e restabelecer o monitoramento a qualquer momento, limpar a janela, selecionar os discos a serem monitorados e efetuar dezenas de outros ajustes no comportamento do programa.

Para quem gosta de acompanhar o que ocorre nas entranhas de sua máquina, o Filemon é uma ferramenta imprescindível.

B. Piropo


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