Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
03/11/2005
< Interface visual digital >

Como a controladora (ou “placa”) de vídeo se comunica com o monitor? Bem, há duas formas.
Os monitores convencionais, esses que lembram o formato de uma TV e usam um “tubo de imagem” (na verdade, um tubo de raios catódicos, ou “Cathode Ray Tube”, e por isso são conhecidos como “CRT”) são dispositivos analógicos. No fundo do tubo, apontado para a face interna da tela, existe um “canhão” que dispara continuamente um feixe de elétrons. A face interna da tela é revestida por um material que brilha quando recebe elétrons, sendo a intensidade do brilho proporcional à intensidade do feixe de elétrons. O canhão permanece “varrendo” toda a superfície interna da tela, ponto a ponto, começando em uma extremidade da linha superior da tela, indo até a extremidade oposta, voltando para o início da linha seguinte e prosseguindo metodicamente, linha a linha, até a última, quando volta à primeira e refaz seu caminho. Ele permanece nesse vai-vem todo o tempo, de tal forma que varre inteiramente a tela de sessenta a setenta e cinco vezes por segundo. A controladora de vídeo “sabe” para que ponto o “canhão” está apontando em cada instante e emite uma tensão (ou “voltagem”) proporcional (ou “análoga”, por isso o “analógico”) à intensidade do brilho naquele ponto. Esta tensão ajusta o feixe de elétrons para a intensidade correspondente e, portanto, regula o brilho de cada ponto da tela (monitores coloridos funcionam de forma idêntica, gerando as cores combinando a intensidade do brilho de três emissores de luz, vermelho, verde e azul, “Red, Green, Blue”, ou RGB).

Já os monitores modernos, de pequena espessura, usam uma tela de cristal líquido (“Liquid Cristal Display”, e por isso são conhecidos como monitores LCD) e são digitais. Sua tela é constituída por uma matriz de pontos. Cada ponto (também constituído pela combinação de três emissores de luz, vermelho, verde e azul) recebe um sinal independente dos demais. Este sinal é um número (na verdade, uma combinação de três valores, R, G e B) expresso no sistema binário, ou um valor “digital” (contrapondo-se ao “analógico” dos monitores CRT).

Quando conectados a controladoras de vídeo convencionais, aquelas que usam um conector tipo DB-15 (um conector fêmea de quinze orifícios) e emitem sinais analógicos, os monitores LDC convertem este sinal para digital e o enviam para os diferentes pontos da tela. Mas, com a disseminação dos monitores LCD, as placas de vídeo modernas já são capazes de enviar sinais digitais diretamente para o monitor. Com isto a qualidade da imagem melhora sensivelmente, pois elimina-se as perdas causadas pela conversão de analógico para digital.

Figura1

Mas para isso tanto a controladora (“placa”) de vídeo quanto o monitor devem dispor de conectores capazes de transportar o sinal digital. Esses conectores obedecem ao padrão DVI (de “Digital Visual Interface”, ou interface visual digital). Veja, nas figuras, o aspecto da parte traseira de uma controladora de vídeo (fabricada pela ATI) com dois conectores DVI fêmea e o de um conector DVI macho que a conecta com o monitor.

Figura2


Há diversos tipos de conectores DVI. Os mais comuns são os que obedecem aos padrões DVI-D e DVI-I (veja na figura). Os primeiros transportam exclusivamente sinais digitais. Já o padrão DVI-I admite tanto sinais digitais quanto analógicos (por isso tem mais quatro pinos e uma conexão para “terra”).

Figura3


Se você pretende comprar um monitor LCD (a tendência é essa e eles estão ficando cada vez mais baratos), dê preferência a um que tenha uma conexão DVI. O mesmo vale para sua nova placa de vídeo. Um monitor LCD conectado a uma controladora de boa qualidade através do padrão DVI exibe uma imagem excelente. Mas se você comprou uma controladora com conector DVI e seu monitor admite apenas conexão padrão DB-15 ou vice-versa, não se afobe: existem adaptadores capazes de conectar qualquer cabo a qualquer conector. Basta procurar nas casas especializadas. Boa sorte.

B. Piropo


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