Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
01/12/2005
< Caracteres >

Um dos tesouros escondidos em Windows é o Mapa de Caracteres, na entrada “Ferramentas de sistema”, opção “Acessórios” da entrada “Programas” do menu Iniciar. Alguns usuários o abrem quando precisam de um caractere especial. E raramente passam disso.
Mas o que acontece quando não se encontra o símbolo desejado? Em geral o usuário presume que o símbolo não existe. Mas, depois que se adotou o conjunto de caracteres Unicode, raramente deixa-se de se encontrar um símbolo. Portanto, deve haver uma solução.
Primeiro expliquemos o que é “Unicode”. Computadores, internamente, só reconhecem números expressos no sistema binário, que só usa os algarismos “um” e “zero”. Portanto, se precisamos armazenar em um computador os caracteres de nosso idioma, a primeira providência há de ser codificá-los em números binários. E como isso foi feito pela primeira vez nos EUA, codificaram inicialmente os caracteres do idioma inglês. E para todas as suas minúsculas e maiúsculas, mais alguns sinais gráficos (ponto, vírgula, interrogação e coisas que tais), 128 códigos bastaram. Assim nasceu o chamado código ASCII, de American Standard Code for Information Interchange, ou código padrão americano para intercâmbio de informações. Que usava números de sete bits, bastante para armazenar 128 códigos.
Quando se começou a editar textos em idiomas que usam caracteres acentuados e símbolos gráficos adicionais, constatou-se que 128 era pouco. Criou-se então o chamado “código ASCII estendido”, com códigos de oito bits que dobrou o número de símbolos possíveis. Mas ainda assim 256 símbolos não eram o bastante para todos os idiomas. Isso sem falar nos que adotam o alfabeto cirílico, hebreu, árabe e tantos outros que abundam nesse imenso mundo de Deus (ou de Allah, de Jeová ou seja lá qual for sua convicção). E começaram a aparecer variantes do código ASCII, cada uma atendendo as peculiaridades de tais e quais idiomas. Para ter uma idéia, faça o seguinte: abra o Mapa de Caracteres (como explicado no início), marque a caixa “Modo de exibição avançado” próxima ao canto inferior esquerdo da janela para exibir as opções adicionais e clique na pequena seta voltada para baixo na extremidade direita da caixa de entrada de dados “Conjunto de caracteres” (onde deve, por padrão, aparecer o conjunto “Unicode”). Repare na quantidade de diferentes conjuntos que aparecem listados (a lista que sua máquina mostra pode ser diferente da exibida na figura dependendo da fonte selecionada e dos conjuntos de caracteres instalados).
Pois bem: para evitar essa multiplicidade decidiu-se padronizar um novo conjunto, porém codificado em números binários de 16 bits, o que permite usar um total de 65.536 diferentes caracteres. Que, agrupados de forma adequada, conseguem exprimir todos os caracteres de todos os alfabetos de todos os idiomas conhecidos. Além de um número imenso de símbolos de uso corrente na matemática, biologia e diversos outros ramos do conhecimento. A este conjunto de caracteres, usado hoje por padrão por Windows, dá-se o nome de “Unicode”.
Achou isso muito blá-blá-blá para pouca utilidade? Pois retomemos nosso problema: você deseja inserir em seu documento um símbolo que não encontrou no Mapa de Caracteres. Digamos: o símbolo feminino. Então, faça o seguinte: abra seu Mapa de Caracteres, marque a caixa “Modo de exibição avançado”, certifique-se que na caixa “Conjunto de caracteres” consta “Unicode” e na caixa “Agrupar por” consta “Todos”. Isto feito, na caixa “Procurar por” digite “símbolo feminino” (assim mesmo, porém sem aspas) e clique no botão “Procurar”. Achou seu símbolo? Agora basta copiá-lo e colá-lo no documento.

Figura 1

E olhe que esta é apenas uma das possibilidades oferecidas pelo Mapa de Caracteres. Um dia voltaremos a falar nele para explorar algumas outras...

B. Piropo


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