Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
12/01/2006
< Adicionando suporte a USB 2.0 >

No começo era o caos. E o caos assumia a forma de portas seriais e paralelas. Então Deus (ou alguém sob Sua inspiração) teve a idéia de criar as portas USB e a luz foi feita. A partir daí, em vez de lidar com números de interrupções, endereços de entrada e saída e canais de DMA, para adicionar um novo dispositivo de entrada/saída ao computador basta conectar o novo dispositivo a uma porta USB. O sistema operacional e o padrão USB tratam do resto.
USB é o acrônimo de “Universal Serial Bus”, ou “barramento serial universal”, um padrão de conexão de periféricos cujas especificações definem as características mecânicas e elétricas da interface entre micro e periférico. Se sua máquina tem portas USB e seu sistema operacional suporta o padrão, assim que um novo periférico é conectado à uma destas portas ele troca com o sistema operacional informações que permitem ativá-lo e configurá-lo sem interferência humana. E isso pode ser feito sem sequer desligar o micro.
O padrão USB é assimétrico, ou seja, consiste em um controlador central (“host”) ao qual podem ser conectados dispositivos em uma configuração em “árvore”. Isto torna possível conectar a uma porta USB um “hub” que por sua vez contém diversas outras portas USB às quais podem se conectar diretamente novos dispositivos ou outros “hubs”. São admitidos até cinco níveis de “hubs” e um único “host” pode controlar até 127 dispositivos (contando-se os eventuais “hubs”). Mais do que você jamais pendurará em seu micro.
O padrão USB foi concebido em 1996. As primeiras placas-mãe a suportá-lo apareceram em 1998 mas o padrão só se tornou realmente popular há cerca de cinco ou seis anos. Desde 2000 praticamente toda placa-mãe oferece pelo menos duas portas USB às quais, recorrendo a um ou mais hubs, podem ser conectados todos os periféricos que se desejar.
Em setembro de 1998, quando o padrão começava a se popularizar, foi efetuada a atualização da versão 1.0  para a 1.1, que suportava duas taxas de transferência de dados: a chamada “Low Speed”, com um máximo de 1.5 Mbits/s (ou 186 KBytes/s) e era usada principalmente para dispositivos tipo HID (Human Interface Devices) como teclado e mouse, e “Full Speed”, que suportava uma taxa máxima de 12 Mbits/s (cerca de 1,4 MBytes/s). Portanto, se a placa-mãe de sua máquina oferece portas USB, fique certo que elas suportam pelo menos a versão 1.1 do padrão.
Em abril de 2000 o padrão foi novamente atualizado para a versão 2.0 que, entre outras alterações, passou a incluir o modo “High Speed”, suportando taxas de transferência de até 480 Mbits/s (que corresponde a cerca de 57 MBytes/s). E apenas um ou dois anos depois as portas USB 2.0 passaram a ser incluídas como padrão na maioria das placas-mãe.
Portas USB 2.0 são retroativamente compatíveis, ou seja, suportam periféricos USB 1.0 ou 1.1. Mas o inverso não é verdadeiro, ou seja, portas USB 1.1 não suportam periféricos USB 2.0. E hoje ainda existem muitas máquinas com portas USB que atendem apenas à versão 1.1 do padrão. Se você conectar a uma dessas portas um dispositivo que demanda taxa de transferência elevada, como um disco rígido externo, provavelmente ficará grandemente decepcionado com seu desempenho.
Mas não se preocupe: é fácil agregar suporte para USB 2.0 a um micro que disponha de um barramento PCI (que suporta uma taxa máxima de transferência de 133 MBytes/s, portanto bastante superior à suportada pelo USB 2.0). Basta comprar em qualquer loja especializada uma controladora “USB 2 PCI” e espetá-la em um slot PCI de sua placa-mãe. Isto posto, rode o programa de instalação contido no CD que costuma acompanhar a controladora e seu micro estará pronto a receber dispositivos USB 2.0.

Figura 1

B. Piropo


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