Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
19/01/2006
< O inútil menu das janelas >

Sou do tempo em que quem usava computadores tinha que trabalhar com a linha de comando. Emitir comandos era a única forma de operar o computador. Alguns carregavam programas, um de cada vez (não havia ainda sistemas operacionais multitarefa para rodar diversos programas ao mesmo tempo). Outros executavam funções próprias do sistema operacional, como remover, copiar ou mover arquivos, “navegar” pela intrincada árvore de diretórios e executar tarefas simples como limpar a tela. O problema é que era necessário decorar a sintaxe correta de cada comando, pois alguns eram perigosamente destrutivos como o infame “format c:”, que formatava o disco rígido de sistema deitando a perder todo seu conteúdo. Para estar seguro, era preciso saber exatamente o que se digitava. Eram demais os perigos da vida dos usuários de antanho.
Então surgiram as interfaces gráficas. Houve diversas tentativas, naturalmente, mas a primeira que “vingou” nos micros da linha PC foi Windows (quando esta se tornou popular a tribo dos Mac já tinha a sua há anos). E, depois que se acostumaram com ela, os usuários não quiseram saber de outra coisa. Afinal, é infinitamente mais fácil clicar aqui e ali para abrir programas, arrastar ícones para copiar o eliminar arquivos e navegar na estrutura hierárquica de pastas clicando nos ícones do painel esquerdo do Windows Explorer. E Windows, com suas janelas, passou a reinar soberana nos micros da linha PC.
Mas Windows também tem seus mistérios. Como algumas funções aparentemente inúteis. Por exemplo: abra uma janela qualquer e clique no pequeno ícone situado na extremidade esquerda de sua barra título. Aparece o menu da janela. Suas entradas são “Restaurar”, “Mover”, “Tamanho”, “Minimizar”, “Maximizar” e “Fechar”. Como todas elas podem ser executadas clicando nos ícones da extremidade oposta da barra título ou simplesmente arrastando esta barra ou as bordas da janela com o mouse, pouca gente recorre a este menu. Na verdade, a maioria dos usuários nem ao menos sabe que ele existe e nunca tomou conhecimento que este aparentemente inútil menu pode também ser invocado acionando as teclas de atalho Alt+Barra de espaço. Experimente.
Presumo que, dadas as circunstâncias, você não somente nunca usou o menu de suas janelas como também jamais imaginou uma situação na qual ele poderia ser útil. No entanto, por improvável que possa parecer, ele pode representar a salvação caso você se depare com um problema peculiar que, embora não seja comum, aparece nas ocasiões mais inconvenientes.
Imagine que por alguma razão (em geral após trocar de monitor ou alterar a resolução do vídeo) uma de suas janelas aparece parcialmente projetada para fora da tela. Ora, há de pensar você, que bobagem: basta clicar em um ponto qualquer da barra título e arrastá-la de volta para a posição desejada. Mas, pergunto eu, o que fazer se a parte situada fora da tela é justamente o topo, aquele trecho onde está a barra título, numa situação semelhante à mostrada na figura? (Incidentalmente: não adianta tentar resolver fechando o programa com Alt+F4 para reabri-lo na esperança que a janela se abra no meio da tela: quando ele for reaberto a janela reaparecerá na mesma posição).
Pois é aí que entra o menu da janela.
Se um dia você se deparar com uma situação assim, não se aflija: clique em qualquer ponto da janela para torná-la ativa e acione o atalho Alt+Barra de espaços. Aparentemente nada ocorre, mas o menu da janela se abriu (e você talvez não o veja porque ele está fora da tela). Agora, tecle “M” para acionar a entrada “Mover” e acione sucessivamente a “seta para baixo”. Você verá sua janela mover-se misericordiosamente para baixo até que sua barra título volte a se tornar visível. O aparentemente inútil menu da janela acaba de lhe prestar um serviço e tanto...

Figura 1

B. Piropo


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