Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
06/04/2006
< Clique Único >

A primeira implementação do chamado “paradigma WIMP”, iniciais de “windows” (janelas), “icons” (ícones) “menus” e “pointers” (ponteiros), foi feita no início dos anos setenta do século passado incorporada à interface com o usuário do computador experimental Xerox Alto, desenvolvido por Merzouga Wilberts e sua equipe no hoje legendário PARC (Palo Alto Research Center, Centro de pesquisas de Palo Alto) da Xerox. A primeira implementação comercial bem sucedida foi o MacIntosh, da Apple, lançado em 1984. Na linha PC a idéia somente “pegou” no início dos anos noventa com o lançamento de Windows 3. Assim nasceu a chamada “interface gráfica com o usuário”.

A idéia é simples: representar graficamente por meio de ícones os “objetos” (ou seja, tudo aquilo que de uma forma ou de outra aparece na interface com o usuário, de programas executáveis e seus documentos até periféricos, como impressoras e discos rígidos), usar um ponteiro que se desloca na tela acompanhando os movimentos do mouse para “apontar” para os ícones e usar o botão (ou os botões; mas nas primeiras implementações o mouse tinha um único botão) para selecionar e “abrir” os objetos (sendo que a ação de “abrir” varia com a natureza do objeto; abrir um programa é apenas carregá-lo, abrir um arquivo é carregá-lo em um programa para ser editado e abrir um periférico geralmente consiste em exibir seu conteúdo). Tudo isto pode ser complementado com menus que nada mais são que listas de ações cuja execução é invocada também com o uso do mouse: “selecionando” entradas de menu com o ponteiro e as “abrindo” com cliques do botão.

Nas primeiras implementações a distinção entre as ações de “selecionar” e “abrir” objetos com o mouse era feita “contando” os cliques do botão do mouse: um único clique seleciona, um clique duplo (dois cliques emitidos em rápida sucessão) abre o objeto.

Ocorre que o clique duplo sempre foi uma fonte de problemas. Primeiro, porque exige certa destreza por parte do usuário e principiantes costumam enfrentar dificuldades para executá-lo (embora o sistema ofereça um ajuste do tempo que medeia entre dois cliques para que eles sejam considerados um “clique duplo”). Depois, porque não é intuitivo, ou seja, não é fácil descobrir sem orientação como selecionar e como abrir objetos usando este método. Testes de “usabilidade” demonstraram que seria muito mais intuitivo um método no qual a ação de “selecionar” fosse efetuada simplesmente fazendo o cursor do mouse repousar sobre o objeto por um curto intervalo enquanto a ação de abrir fosse deflagrada mediante um único clique. E este procedimento foi implementado por padrão na “nova” interface com o usuário lançada com Windows XP.

Ocorre que, por questões de compatibilidade e, sobretudo, para satisfazer aos usuários mais conservadores, Windows XP permite escolher não apenas entre as duas interfaces (a antiga é denominada “menu ‘Iniciar’ clássico”) como também, independentemente, entre os dois comportamentos do mouse.

Portanto, em Windows XP, seja qual for a interface escolhida, pode-se decidir como o mouse se comporta. Para isto, carregue o Windows Explorer, abra o menu “Ferramentas”, clique na entrada “Opções de pasta” e certifique-se que está na aba “Geral”. Se você deseja selecionar o objeto apenas apontando para ele e abri-lo mediante um clique único, marque o botão de rádio correspondente no grupo “Clicar nos ícones da seguinte maneira”. Onde pode ainda escolher se deseja que os títulos apareçam sempre sublinhados ou apenas quando o cursor apontar para eles. Eu prefiro a “nova” interface. Uso-a desde que Windows XP foi lançado, me acostumei a ela e a acho muito mais prática. Mas se você é da tribo do clique duplo, basta marcar a opção “Clicar duas vezes para abrir um item” no mesmo grupo “Clicar nos ícones da seguinte maneira”. 

Figura 1

B. Piropo


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