Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
18/05/2006
< O infame "xis" vermelho >

O infame xis vermelho é uma das principais causas de aflição de internautas e um tema tão comum nas mensagens que recebo de leitores aflitos que me sinto obrigado a voltar a ele com algumas informações adicionais (o assunto foi tema desta coluna há três meses).
Ele aparece em qualquer página do programa navegador ou corpo de uma mensagem exibida pelo programa de correio eletrônico onde a imagem deveria ter aparecido.
Antes de descobrirmos como nos vermos livres dele é bom sabermos que, embora não pareça, seu objetivo é nos proteger. Vejamos o porquê disso.
Quando se começou a adicionar imagens às páginas da rede e mensagens de correio eletrônico, o tamanho dos arquivos que contêm essas imagens passou a ter grande importância já que influencia diretamente a rapidez com que se navega na Internet. Arquivos demasiadamente grandes atrasam a navegação e por isso são “comprimidos”.
A técnica de compressão de imagens, embora difícil de aplicar, é fácil de explicar. Uma imagem é formada por pontos coloridos. Para reproduzi-la é preciso “acender” na tela um ponto luminoso da cor correspondente ao mesmo ponto da imagem original. Mas muitas imagens contêm áreas relativamente extensas de pontos da mesma cor. Se, em vez de guardar cada um desses pontos milhares ou milhões de vezes o arquivo armazenar uma única vez a cor e a posição da área ocupada, seu tamanho é reduzido significativamente. O problema é que para exibir a imagem assim comprimida é preciso executar um programa que saiba “descomprimi-la” quando ela for exibida. Ou seja: para exibir uma imagem seu programa navegador ou gerenciador de correio eletrônico executa um programa que manipula as informações contidas no arquivo comprimido.
Pois bem: não demorou para que os pilantras de sempre descobrissem isso e criassem arquivos de imagens que, entre as informações necessárias para exibi-las, contivessem código que fizesse o programa usado para descomprimi-las instalar um programa mal intencionado, tipo vírus ou cavalo de Tróia, na máquina onde a imagem fosse exibida.
A partir de então, os programas navegadores e gerenciadores de correio eletrônico que exibiam essas imagens “por padrão”, passaram a substitui-las pelo malfadado xis vermelho, deixando por conta do usuário a decisão se elas podem ou não serem exibidas. Se a fonte for confiável, exiba-as. Do contrário, mantenha-as ocultas.
Para exibi-las no Internet Explorer abra o menu “Ferramentas”, acione “Opções da Internet”, vá para a aba “Avançadas” e, no grupo “Multimídia”, marque a caixa “Mostrar imagens”. Depois, na aba “Segurança”, ajuste o nível de segurança para “Médio”.
No Outlook Express você pode decidir caso a caso. Imediatamente acima do painel que exibe o corpo das mensagens que contêm o xis vermelho aparece um retângulo com o aviso: “Algumas mensagens foram bloqueadas para evitar que o remetente identifique seu computador. Clique aqui para fazer o download das imagens”. Basta clicar no retângulo para que as imagens sejam transferidas e exibidas. Mas se você quiser que sejam sempre exibidas, independentemente de solicitação de autorização, pode abrir o menu “Ferramentas”, acionar a entrada “Opções” e, na aba “Segurança”, desmarcar a caixa “Bloquear imagens e outros conteúdos externos em emails HTML”.
Mas como proceder se você vê as imagens nas mensagens que envia para seus amigos mas eles reclamam que, mesmo com os ajustes corretos, não conseguem vê-las quando recebem as mensagens? Bem, neste caso as imagens são retidas em sua própria máquina. Abra novamente a janela “Opções” do menu “Ferramentas” do Outlook Express, passe para a aba “Segurança”, assegure-se que o botão de rádio “HTML” esteja marcado no grupo “Formato para envio de mensagens”, clique no botão “Configurações de HTML” e, na janela correspondente que então se abre, marque a caixa “Enviar imagens com mensagens”. Daí para frente seus amigos se deliciarão com suas imagens.

Figura 1

B. Piropo


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