Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
06/07/2006
< Conectores USB >

No princípio era o caos. Para se conectar um novo periférico a um micro através das portas paralela ou seriais, as únicas existentes, havia que se ajustar seus “recursos”: valores de interrupções, endereços de entrada e saída e canais de acesso direto à memória. Isso, se houvesse recursos disponíveis (nem sempre havia e muitas vezes não se podia usar um determinado dispositivo porque faltavam “recursos” – em geral interrupções – para ele). Era um quebra-cabeças infernal que muitas vezes não tinha solução. Então surgiram os padrões “plug-and-play” e USB, tornando tudo mais fácil.

Agora, para se conectar um novo periférico a um micro através da porta USB basta introduzir o conector em seu encaixe. O resto, graças ao plug-and-play, fica por conta do computador e seu sistema operacional, muito mais afeitos à resolução de quebra-cabeças que nós, pobres humanos. São eles que exibem aquela mensagem de “Novo hardware encontrado” enquanto interrogam o dispositivo recém conectado para identificar seu driver, carregam este driver, fazem os ajustes necessários e, finalmente, informam que “o novo hardware está pronto para ser usado”. Tudo isso sem que o usuário mova um dedo sequer (no máximo é solicitado que o CD fornecido com o dispositivo seja inserido no drive correspondente). Só quem viveu a era das portas seriais e paralelas pode entender o real valor do padrão USB e seu fiel companheiro, o plug-and-play.

A única dificuldade que restou foram os conectores. Porque, ao contrário das portas seriais que usavam um único tipo de conector, o famoso DB-9  de nove pinos, as portas USB adotam quatro diferentes tipos de conectores.

Considerando-se que o padrão USB determina que a conexão é feita através de apenas quatro condutores elétricos (pino1: condutor vermelho, tensão de alimentação de +5 Volts; pino 2: condutor branco, terra do sinal; pino 3: condutor verde, tensão do sinal, variável; pino 4: condutor preto, terra da alimentação), a única diferença entre os conectores é seu formato. Portanto não há muito o que confundir.

Originalmente havia apenas dois conectores, os “Tipo A” e “Tipo B”.

O Tipo A, retangular, é o mais comum. É o único usado para encaixar o cabo ao computador (melhor: às portas USB do computador) ou aos “hubs”. Alguns dispositivos externos também o usam mas estes, em geral, dão preferência ao Tipo B.

Figura 1

O conector Tipo B, de forma ligeiramente trapezoidal, é mais compacto. Em geral é usado para encaixar o cabo no dispositivo externo. Por exemplo: se você usa uma impressora USB conectada a seu micro, na extremidade do cabo encaixada no micro encontrará um conector USB Tipo A enquanto na extremidade oposta, encaixada na impressora, achará um conector USB Tipo B.

Com a grande disseminação do padrão USB e sua utilização para conectar dispositivos de pequeno porte, como minúsculas câmaras digitais e pequenos micros de mão ou agendas de bolso, foi necessário desenvolver novos tipos de conectores USB de tamanho compatível com tais dispositivos. Surgiram então os conectores Mini A e Mini B, com menos da metade do tamanho de seus antecessores.

Figura 2

O conector USB Mini A foi criado para dispositivos móveis, como telefones celulares, câmaras digitais e coisas que tais. É chato como o Tipo A, porém de formato trapezoidal e bordas em arestas, como o Tipo B.  Já o conector USB Mini B é bastante semelhante ao Mini A, porém ligeiramente menor e com bordas arredondadas.

Agora ficou fácil conseguir um cabo com o conector do tipo certo para seu dispositivo. E, se não encontrar, sempre pode apelar para um conversor, um pequeno dispositivo que tem em cada extremidade um conector de tipo diferente. Assim, basta escolher o conversor que tenha um dos conectores compatível com seu dispositivo, ligar o outro ao cabo que vem do micro e desfrutar sua conexão USB.

Figura 3

B. Piropo


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