Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
04/01/2007
< Arrumando arquivos >

Leu a coluna da semana passada e fez sua faxina de final de ano? Se não leu, ela ainda está disponível na seção “Escritos / Coluna Técnicas & Truques” do Sítio do Piropo, em < www.bpiropo.com.br >. Se leu e fez a faxina, recuperou um bocado de espaço em seus discos rígidos. Agora, depois da faxina, cai bem uma arrumação dos arquivos.

Discos rígidos são dispositivos dinâmicos. Arquivos vão e vêm, tanto os que você cria quanto os temporários, criados e removidos pelo sistema e pelos aplicativos. Dados são codificados e gravados nos discos sob a forma de “bytes” (números expressos no sistema numérico posicional de base 2) formados por pontos magnetizados que representam os “bits” (valores “zero” e “um”). Estes pontos são distribuídos em circunferências concêntricas sobre a superfície dos discos, as “trilhas”. Que por sua vez são subdivididas em “pedaços” denominados setores. Em cada setor cabem 512 bytes.

Trilhas e setores são numerados seqüencialmente. No início, com o disco ainda vazio, os arquivos são distribuídos pelos primeiros setores disponíveis e vão se “arrumando” direitinho, um ao lado do outro, setor após setor, trilha após trilha.

O problema aparece quando se remove (ou “deleta”) um arquivo e seus setores são liberados para nova gravação. Ao se gravar um novo arquivo, o sistema operacional procura os primeiros setores livres para seus bytes e encontra estes setores liberados. Se o novo arquivo é maior que o removido, o sistema procura mais setores livres para terminar de gravar o novo arquivo. Que fica com um “pedaço” gravado em um conjunto de setores adjacentes (aqueles liberados pelo arquivo que foi removido) e com um ou mais “pedaços” espalhados pelos setores livres encontrados mais adiante. Ou seja: em vez de ocupar setores contíguos, o arquivo se “espalha” pelo disco. Diz-se então que este arquivo está “fragmentado”, ou partido em diversos fragmentos não adjacentes.

Isso não é bom e não apenas por uma questão de amor à organização. Acontece que quando se lê um arquivo no disco, a leitura é feita por uma cabeça magnética que percorre todos os setores, detectando cada ponto magnético que formam os bytes e decodificando os dados. Se todo o arquivo está gravado em setores adjacentes, a leitura é rápida. Mas se o arquivo está fragmentado, a cabeça magnética precisa “pular” de trilha em trilha até que todos os setores sejam lidos. E a cabeça magnética é acionada por um braço metálico. Um lento procedimento mecânico se comparado à rapidez dos demais procedimentos eletrônicos envolvidos no processo de leitura.

Entendeu a teoria? Pois agora vamos à prática. Se você fez sua faxina direitinho, liberou bastante espaço em disco. Que se apresenta agora sob a forma de conjuntos de setores livres espalhados por todo o disco. Que tal organizar seu disco “arrumando” os arquivos todos juntos em setores contíguos das trilhas iniciais?

Este procedimento chama-se “desfragmentação” e é feito por um utilitário denominado “Desfragmentador de discos” fornecido com o próprio Windows. Encontrá-lo é fácil já que ele se esconde no mesmo lugar onde você achou o utilitário de limpeza de discos semana passada: “menu Iniciar >> Todos os programas >> Acessórios >> Ferramentas do sistema >> Desfragmentador do disco”. Clique nele para abrir sua janela. Se tiver mais de um disco rígido, selecione um deles e clique em “Analisar”. Se quiser saber como seus arquivos estão distribuídos no disco, clique em “Exibir relatório”. E se a análise recomendar a desfragmentação, clique em “Desfragmentar”.

Dependendo do disco escolhido, talvez você receba um aviso que a desfragmentação será feita na próxima inicialização do sistema devido ao fato de que alguns arquivos do disco fragmentado estão abertos, em uso pelo sistema. Se assim for, reinicialize a maquina e espere a conclusão do processo (com calma; lembre que está “mexendo” com todos os arquivos de seu disco). Dependendo do grau de fragmentação apresentado por seus arquivos, após desfragmentado o acesso a disco passará a ser bem mais rápido.

Depois de uma faxina, nada como uma boa arrumação...

Figura 1

B. Piropo


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