Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
16/08/2007
< Drives de disquete externos >

Você já reparou que a maioria dos novos computadores vêm sem acionador (“drive”) de discos flexíveis, os bons e velhos “disquetes” tão comuns há uma década? Os micros portáteis, tipo “notebook”, foram os primeiros a abandonar os disquetes e hoje é praticamente impossível encontrar um modelo recente com um acionador para eles. Mas ultimamente até os micros de mesa, tipo “desktop”, aderiram à tendência e a maioria deles (pelo menos os modelos “de marca”) são oferecidos sem drive de disquete.

A razão é simples: a era dos disquetes acabou. E há sobejas razões para que tenha acabado. Afinal, quem irá se dar ao trabalho de carregar para cima e para baixo um negócio cheio de partes móveis de formato quadrado com quase dez centímetros de lado onde cabem apenas 1,44 MB de dados se pode levar no bolso ou no chaveiro um dispositivo tipo “Memory Key”, “Thumb drive” ou “USB Flash Drive” com uma fração deste tamanho que transporta, literalmente, uma quantidade de dados milhares de vezes maior, que se comporta exatamente como um disquete e que dispensa qualquer tipo de acionador já que pode ser lido ou gravado em qualquer porta USB?

Estes pequenos dispositivos e suas memórias não voláteis tipo “flash” liquidaram com os discos flexíveis levando-os à obsolescência. E se você pensar bem achará que o fenômeno é perfeitamente natural: a tecnologia evolui e dispositivos menores, mais baratos e de maior capacidade tendem sempre a substituir seus velhos concorrentes. E não apenas no terreno da informática. Afinal, exceto alguns colecionadores e profissionais, quem ainda usa discos de áudio de vinil?

É claro que se sua nova máquina sem acionador de disquetes é seu primeiro computador, a tendência em nada lhe afetará. Como hoje em dia praticamente todo micro tem uma ou mais portas USB, se precisar transportar dados entre computadores basta adquirir um pequeno “USB Flash Drive” de capacidade adequada (há unidades desde algumas dezenas de MB até 8 GB por preços na faixa de menos de cem até pouco mais de duzentos reais) e fazer com ele tudo o que poderia fazer com um disquete e muito mais. Então não há porque se preocupar.

Mas e se você é um velho micreiro que ainda dispõe de centenas, talvez milhares de disquetes, prenhes de dados importantes que não sabe quando serão necessários? Como fazer para recuperar as informações ali armazenadas caso venha a precisar delas?

Bem, a solução mais óbvia, direta e barata é comprar e instalar um acionador de disquetes. Um bichinho destes pode ser comprado por menos de trinta reais e, para quem sabe fazer, a instalação é simples: após aparafusá-lo em uma baia junto à parte frontal do gabinete, basta ligá-lo ao conector disponível na placa-mãe através do cabo apropriado e prover energia conectando-o à fonte de alimentação. Difícil errar, já que cada cabo só encaixa perfeitamente nos devidos conectores.

Mas a solução mais óbvia e barata nem sempre é a melhor. No caso, a melhor solução certamente será um acionador de discos flexíveis externo, uma unidade portátil capaz de ler e gravar disquetes de 3,5” e 1,44 MB que, à semelhança dos “Flash drives”, pode ser conectada a uma porta USB e portanto ser usada em mais de um computador. Os mais modernos (veja figura) aceitam o padrão USB 2.0, cuja taxa de transferência de dados é perfeitamente razoável. Podem ser encontrados nas boas lojas do ramo sob o nome de “drive de disquete externo” por cerca de cem reais. E com pouco mais que isso você pode comprar uma unidade capaz de aceitar, além dos disquetes, diversos tipos de cartões de memória usados em câmaras digitais e “palmtops”. Esta sim, a solução ideal.

Figura 1

B. Piropo


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