Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
23/08/2007
< As pastas especiais de Vista >

Há anos adquiri o saudável costume de manter arquivos de dados separados dos de programas e sistema. E quando não é possível mantê-los em um disco rígido diferente, pelo menos procuro gravá-los em uma unidade lógica (ou partição) independente.

Faço isso por diversas razões de ordem prática. A primeira é que manter arquivos de dados em uma unidade física separada não apenas facilita a migração ou atualização de versão de sistema operacional como torna estas operações mais seguras: antes de migrar ou atualizar, desconecto a unidade que contém os dados e somente refaço a conexão após o novo sistema instalado e configurado. A segunda é que quando preciso preservar a integridade de meus dados antes de qualquer operação considerada arriscada efetuo rapidamente uma cópia de segurança (ou “backup”) apenas da unidade que os contém. E, finalmente, se porventura minha máquina vier a sofrer uma contaminação por vírus ou qualquer outra espécie de programa mal intencionado (que geralmente se aninham na unidade de sistema), posso desconectar a unidade que contém meus dados, reparticionar e reformatar a unidade de sistema da máquina contaminada, reinstalar o sistema operacional e os programas e somente reconectar a ela a unidade de disco que contém os dados depois que a contaminação for seguramente eliminada.

Até recentemente, enquanto eu usava versões anteriores a Windows Vista, fazia isto sem me incomodar muito com a estrutura oferecida por Windows para arquivos de dados. Mesmo porque aquele conjunto de “pastas especiais” com “Meus documentos” no topo de uma hierarquia que continha “Minhas imagens”, “meu isso” e “meu aquilo” nunca me despertou grande simpatia. Apesar de poder transferi-la para outra unidade de disco (veja a dica “Movendo Meus Documentos” de 16/02/2004 na seção “Dicas / Windows” do Sítio do Piropo em < www.bpiropo.com.br >) costumava deixá-la em paz e trabalhar com meus arquivos estruturados à minha moda no “Drive D:”.

Acontece que com Vista as coisas mudaram. E mudaram radicalmente.

Para começar, as “pastas especiais” (ou “individuais”, já que cada usuário registrado tem seu próprio conjunto) não mais são hierarquizadas e perderam aquele antipático possessivo: chamam-se apenas “Documentos”, “Imagens”, “Músicas” etc. e compartilham o mesmo nível. Além disso, o próprio Windows Explorer sofreu uma mudança considerável que, além de desvinculá-lo do “Internet Explorer” (o que aumentou significativamente a segurança do sistema) afetou até mesmo a forma de navegar na estrutura de arquivos com a adoção da técnica denominada “breadcrumb” que permite se deslocar por toda a estrutura do(s) disco(s) rígido(s) simplesmente clicando nos nomes das pastas ou nas pequenas setas que os separam na própria caixa de endereços. Isto fez com que o “painel de navegação” do Explorer (o painel esquerdo) pudesse prescindir da estrutura de pastas (que, se o usuário desejar, ainda pode ser exibido clicando na barra “pastas” na base do painel, mas é opcional).

Em suma: em Windows Vista a estrutura de pastas (ou “árvore de diretórios”) perdeu quase toda a sua importância. O sistema passou a gravitar em torno dos programas e documentos, não mais em torno da estrutura hierárquica dos discos. E incorporou um poderosíssimo sistema de indexação de arquivos integrado ao Explorer que permite criar “pastas virtuais” dinamicamente atualizáveis baseada em critérios de busca.

Agora, sim, vale a pena armazenar os documentos nas “pastas individuais” oferecidas pelo Explorer. Mas como fazer isto e, ao mesmo tempo, mantê-los em uma unidade de disco independente da do sistema? Bem, isto veremos semana que vem. Até lá.

Figura 1

 

 

B. Piropo


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