Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
27/09/2007
< Viajando com o notebook >

Embora cada vez mais usados como substitutos dos micros de mesa (“desktops”), os micros portáteis (“notebooks”) foram concebidos para serem transportados. Portanto nada mais natural que levá-los em viagem. E se você se prepara para viajar com o seu, aqui vão algumas providências que podem facilitar sua vida.

O primeiro ponto é verificar se o carregador de bateria do micro é do tipo que aceita múltiplas tensões de alimentação. A não ser que o micro seja antigo, provavelmente o carregador pode receber tensões entre 90 Volts e 240 Volts, mas sempre é bom ter certeza. E, se não puder, lembre-se de indagar a tensão no local de destino, especialmente se viajar para o exterior. Se a tensão local não coincidir com a do carregador de bateria providencie um conversor de tensão.

Em viagens internacionais, informe-se sobre o tipo de tomada usada no destino. Há algumas definitivamente exóticas (no Chile, além da tensão de 220 Volts, as tomadas são de três pinos em linha onde nada se encaixa...). Se a tomada de parede não “combinar” com a de seu carregador de bateria, providencie um adaptador. Os bons hotéis costumam dispor tanto de adaptadores de tomada quanto de conversores de tensão para ceder aos hóspedes.

Não esqueça de registrar o computador antes de embarcar para o exterior. Há uma repartição da Polícia Federal em todo aeroporto internacional onde este registro pode ser feito (provavelmente será solicitada a nota fiscal do micro). Guarde o documento de registro em lugar seguro, de preferência junto ao micro. Você precisará dele para apresentar às autoridades aduaneiras ao desembarcar.

Se você já viu como as bagagens são tratadas nos pátios dos aeroportos, esta dica é supérflua. Mas vai assim mesmo por via das dúvidas: nunca despache o computador com a bagagem. Mantenha-o sempre por perto juntamente com os demais itens da bagagem de mão e fique de olho nele. E jamais o transporte em uma destas maletas “de computador” que evidenciam seu conteúdo. Há quadrilhas especializadas que mantêm elementos nos saguões de aeroportos apenas para observar quem desembarca com notebooks e informar por telefone celular a comparsas em motocicleta o veículo em que o incauto embarcou. O assalto é feito em geral em um engarrafamento de trânsito ou com o veículo parado em um sinal para facilitar a evasão da moto entre os carros parados. Leve o micro em uma mochila ou outra peça de bagagem que não chame a atenção, preferivelmente uma que disponha de chave ou segredo, e mantenha-a sempre fechada. E se não tiver uma, use um destes cadeados de bagagem.

Ao embarcar, prepare-se para retirar o micro da mochila ou maleta e, eventualmente, ligá-lo durante o exame da bagagem de mão. E não se preocupe com a inspeção por raios-X: a radiação é fraca e não prejudica o hardware nem põe os dados em risco.

Em viagens aéreas, procure manter o micro perto de você, no chão sob a poltrona da frente. Evite acomodá-lo nos compartimentos acima das poltronas exceto em viagens longas onde o conforto de esticar bem as pernas é essencial. Neste caso, veja se o micro está bem acomodado e procure “calçá-lo” com outras bagagens para evitar deslocamentos no interior do compartimento. E não ponha nada pesado sobre ele.

Finalmente, procure manter o notebook sempre protegido por senha introduzida no “setup”, sem a qual o micro não dá partida, para evitar que seus dados fiquem ao alcance de bisbilhoteiros quando você não estiver junto ao micro durante a viagem.

Penso que isto é o mais importante. Agora só falta desejar boa viagem. E bom proveito.

B. Piropo


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