Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
11/10/2007
< Desfragmentando Arquivos >

Arquivos são gravados em discos rígidos como dados digitalizados expressos sob a forma de bytes agrupados conjuntos de setores denominados “clusters”. O número de setores que compõem um “cluster” depende do sistema de arquivos e da capacidade do disco rígido. Um arquivo não pode ocupar menos de um “cluster”. Se o tamanho do “cluster” for de quatro setores, um arquivo de (digamos) dez bytes reservará para si todo um cluster, portanto ocupará 2048 bytes do disco (cada setor abriga 512 bytes).

Quando se comanda a gravação de um arquivo o sistema operacional procura um espaço disponível no disco para ele. Quando se pede para remover o arquivo, os clusters por ele ocupados são marcados como livres e poderão ser novamente ocupados por outros arquivos. O sistema procura gravar os arquivos em clusters adjacentes. Mas imagine que um arquivo que ocupava, digamos, vinte “clusters”, foi removido do disco rígido liberando este espaço. E imagine que o sistema operacional precise gravar um novo arquivo de, por exemplo, trinta clusters. Se o primeiro espaço disponível forem os vinte clusters liberados pelo arquivo recém removido, somente os primeiros vinte clusters do novo arquivo serão ali gravados. Os clusters restantes localizar-se-ão no próximo espaço vago encontrado. Resultado: nem todos os “clusters” do novo arquivo serão adjacentes. Diz-se, então, que este arquivo está “fragmentado”.

Um grande número de arquivos fragmentados acumulados no disco rígido torna o desempenho do sistema mais lento já que, em vez de ler clusters adjacentes na mesma trilha, a cabeça de leitura precisa saltar de trilha em trilha em busca dos clusters “espalhados” nos diversos fragmentos. Portanto, de tempos em tempos, é conveniente “desfragmentar” os arquivos armazenados nos discos rígidos.

Em Windows esta desfragmentação é feita por um programa denominado “defrag” cuja função nada mais é que agrupar os clusters que pertencem aos mesmos arquivos de forma a dispô-los sucessivamente nas mesmas trilhas. Uma tarefa meticulosa e lenta que pode levar um tempo razoável. Então com que freqüência ela deve ser feita?

Bem, depende do uso. Se a máquina serve principalmente para acesso à Internet, correio eletrônico, “bate papo” e eventualmente criar um ou outro documento de texto, uma vez por mês é mais que suficiente. Mas se você faz uso freqüente do micro para edição de texto, criação e edição de planilhas e apresentações, edição de arquivos “multimídia” (imagens, músicas e vídeo), uma desfragmentação semanal é mais que aconselhável.

Para efetuar uma desfragmentação no Windows XP clique na entrada “Desfragmentador de disco” de menu Iniciar >> “Todos os Programas” >> “Acessórios” >> “Ferramentas de sistema” para  abrir uma janela com a lista das unidades de discos (discos físicos ou partições). Clique em uma delas para selecioná-la, clique no botão “Desfragmentar” e aguarde pacientemente que Windows execute sua tarefa. Se a máquina dispõe de mais de uma unidade de disco, repita o procedimento para cada uma delas.

Em Windows Vista você pode desfragmentar discos seguindo o mesmo procedimento. Mas se sua máquina permanece ligada todo o tempo (como a minha), pode agendar a desfragmentação automática. Abra o Desfragmentador de Disco como acima descrito, marque a caixa “Executar seguindo um agendamento”, clique no botão “Modificar agendamento”, escolha a freqüência (mensal, semanal ou diária), dia e hora, clique em OK e deixe Windows trabalhar para você, preferentemente enquanto estiver dormindo. Terá um problema a menos para se preocupar e não acumulará demasiados arquivos fragmentados em seu(s) disco(s) rígido(s).

Figura 1

B. Piropo


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