Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
13/03/2008
< Ressuscitando um Pixel >

Monitores com tela do tipo “cristal líquido” (LCD, ou “Liquid Cristal Display”) estão se tornando cada vez mais comuns. E não faltam razões para isto...

Certamente a mais importante é a qualidade da imagem, incomparavelmente superior a dos monitores de “tubo de imagem” (CRT, ou “Cathode Ray Tube”). Além disso, ocupam muito menos espaço sobre a mesa de trabalho, consomem menos energia, são menos sujeitos à formação de imagens “fantasmas” e são mais leves e fáceis de transportar.

A única coisa que impedia sua adoção em massa pelos usuários domésticos era o preço.

Mas a diferença de preços entre os monitores CRT e LCD de tamanhos de imagem equivalentes já se situa na faixa dos duzentos reais (lembre que um monitor LCD de 15” apresenta uma imagem que de fato mede 15” diagonalmente, enquanto a medida de um monitor CRT de 15” corresponde à diagonal do tubo e parte da imagem fica oculta por detrás da moldura; portanto, para comparar preços de monitores com imagens de tamanho equivalente, compare o de um monitor LCD de 15” com o de um monitor CRT de 17”).

Uma redução de custo altamente favorável quando comparada ao aumento de benefícios. Logo, há uma boa probabilidade de que seu monitor seja LCD.

E, se for, é bem possível que ele tenha pelo menos um pixel “morto”.

A imagem é criada nos monitores por um conjunto de pontos luminosos. Que, nos monitores CRT, são formados por células de material fosforescente ativadas por um feixe de elétrons disparado por um “canhão” eletrônico que “varre” a superfície interna da tela. Mas em um monitor LCD estes mesmos pontos são gerados por minúsculos elementos semicondutores emissores de luz que “acendem” com diferentes intensidades. Portanto, enquanto nos velhos monitores CRT a luz é resultado da excitação de um material fosforescente, em um monitor LCD ela é gerada por um componente eletrônico. Que, como uma lâmpada incandescente, pode simplesmente “queimar” (ou deixar de emitir luz), correspondendo então a um ponto permanentemente “apagado” na superfície da tela. O famoso “pixel” morto.

A tela de um monitor LCD de 19” de formato 4x3 convencional, por exemplo, é formada por um total de 1280 x 1024 pontos, ou mais de 1,3 milhões de pontos. Logo, a probabilidade que um deles deixe de funcionar depois de meses de uso não é pequena. As razões pelas quais isto pode acontecer são muitas. Algumas delas definitivas: “queimou”, está “queimado” e não tem jeito. Mas há casos em que uma boa “massagem” pode resolver. E por massagem eu quero dizer permanecer algum tempo “ligando” e “desligando” rapidamente o ponto luminoso.

Funciona? Nem sempre. Mas vale a pena tentar. O problema é como fazê-lo.

Quer dizer: era. Porque uma alma caridosa criou uma página na Internet exatamente para fazer isto. Trata-se do sítio “Killdeadpixel.com” (uma contradição em termos, já que a tradução significa “mate o pixel morto”) em < http://killdeadpixel.com/ >.

Seu monitor LCD tem um pixel “morto”? Visite o Killdeadpixel.com e repare: no canto superior esquerdo da tela há um quadrado onde pequenas linhas negras tremeluzem sem parar. Mova o ponteiro do mouse até ele, clique com o botão principal, arraste-a para cima do pixel “morto” e deixe-o lá por uma hora.

Seu pixel “morto” receberá impulsos elétricos que tentarão acendê-lo e apagá-lo em rápida sucessão, como se o estivessem massageando.

Pode ser que ele ressuscite. Ou não. Mas não custa tentar. Não deu certo? Tente a versão “tela cheia” nos tamanhos 800 x 600 ou 1024 x 768 e mantenha- a na tela por 24 horas. Mas não esqueça de esconder as barras de seu navegador e executá-lo no modo “tela cheia” (teclando F11 no Internet Explorer ou Firefox).  Quem sabe resolve...

Figura 1

 

B. Piropo


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