Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
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Volte de onde veio
03/04/2008
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de software mal-intencionado
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Se você usa Windows e recorre regularmente à atualização do sistema, provavelmente já reparou na “Ferramenta de Remoção de Software Mal-intencionado do Microsoft Windows”. Ela é oferecida como atualização “importante” pelo menos uma vez por mês aos usuários das versões Windows XP, Vista, Server 2003 e 2000 que verificam regularmente a existência de atualizações (se o sistema está ajustado para atualizar automaticamente, ela é simplesmente baixada e instalada). E isto é tudo. Embora atualizada regularmente, você só ouve falar dela (quando ouve) durante as atualizações. E a maioria dos usuários não sabe de que se trata, para que serve e como usá-la. Então vamos tentar explicar.

Quanto ao uso, não se preocupe. Basta instalá-la e temos conversado (você logo entenderá a razão disso). Mas, se fizer questão de executá-la, basta abrir a entrada Executar do menu Iniciar, digitar “MRT” (assim mesmo, porém sem aspas) e teclar ENTER (veja figura).

Software mal-intencionado, como você sabe, é toda peça de software que é instalada à revelia do usuário com intenção de causar algum prejuízo. Há diversos tipos, dentre os quais sobressaem os vírus, vermes (“worms”) e Cavalos-de-Tróia. Há ainda os programas espiões (“spywares”), mas estes a ferramenta não remove.

Seu funcionamento é simples: feita a atualização, a nova versão da Ferramenta com os dados sobre os mais recentes softwares mal-intencionados detectados pelos especialistas em segurança (há pelo menos uma por mês) é instalada e imediatamente executada para vasculhar seu computador em busca de vírus, cavalos de Tróia e vermes. Se encontra algum, efetua a remoção sem a necessidade da intervenção do usuário (em alguns casos emite mensagens informando que o software foi removido e solicita alguma providência adicional como uma varredura completa com seu programa antivírus ou a reinicialização do micro). E você só tomará conhecimento dela novamente no próximo mês.

Agora, vamos destrinchar um pouco esse negócio. Para começar, a ferramenta só remove programas mal-intencionados ativos, ou seja, aqueles que estão carregados na memória e em plena atividade. Para remover os demais (que estão nos discos rígidos mas não estão sendo executados) você precisará de um programa antivírus atualizado.

Além disso, ao contrário dos bons programas antivírus que, por dever de ofício, devem procurar todo e qualquer tipo de programa mal-intencionado, a Ferramenta da MS busca apenas aqueles considerados “predominantes” (por exemplo: Blaster, Sasser e Mydoom). Os demais não são detectados nem removidos. Mas é bom ter em mente que os predominantes são responsáveis pela imensa maioria das infecções.

Finalmente, ao contrário dos bons programas antivírus que mantêm um módulo na memória e impedem a infecção, bloqueando a ação de qualquer programa mal-intencionado antes que ele exerça sua pérfida ação, a Ferramenta da MS só age se a máquina já houver sido infectada.

Nesta altura dos acontecimentos você já deve ter percebido que a Ferramenta da MS é bastante limitada e não dispensa um bom programa antivírus. Muito pelo contrário. E talvez seja levado a cogitar se vale a pena instalá-la, já que um programa antivírus atualizado faz tudo o que ela faz e mais alguma coisa. Uma pergunta que, em princípio, até que faria sentido.

Mas encaremos o problema de outro ponto de vista. A Ferramenta da MS não interfere com seu programa antivírus, apenas o complementa. Ela não mantém nenhum módulo residente na memória e só é carregada e executada imediatamente após instalada, portanto não afeta o desempenho da máquina. Se detectar algum software mal-intencionado, ela o removerá sem necessidade de qualquer interferência, se não encontrar não o incomodará. E é de graça.

Agora, pergunto eu: alguma razão para não instalá-la?

Figura 1

B. Piropo


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