Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
26/06/2008
< Mause sem fio >

Sim, parece um truísmo (e é), mas o fato é que o desenvolvimento das tecnologias de comunicação “sem fio” está fazendo com que os fios desapareçam do cenário da informática. Com a disseminação dos padrões “WiFi” (802.11x), raros são os computadores portáteis que ainda usam fio para se comunicar com seus pares. E com a fusão (ou “convergência”, como preferem os especialistas) das tecnologias dos micros de mão (ou PDAs, de “Personal Digital Assistant”), com a das câmaras digitais, reprodutores de música no padrão MP3 e telefones celulares, já nem dá mais para dizer que “só falta falar” porque, afinal, eles já falam. Sem mencionar o fato de que impressoras sem fio estão se tornando cada vez mais comuns na medida que as redes (inclusive e principalmente domésticas) WiFi se espalham.

E, para fechar o ciclo, estão entrando em moda os mouses e teclados sem fio.

Eu mesmo, confesso, não sou entusiasta deles. Se tem um fio que não me atrapalha é o do mouse. E, quando tentei migrar para um sem fio, sempre acabava por esquecer que o bichinho usava bateria. Resultado: quando as baterias começavam a descarregar a ponto de interferirem no funcionamento do mouse, eu passava um bom tempo esfregando o pobre mouse em sua base buscando obter algum sinal de vida, até me dar conta que bastava substituir as baterias para resolver o problema. E isso sem considerar que a lei universal da perversidade da matéria, ou lei e Murphy, fazia com que o momento em que eu percebia que era necessário trocar as baterias coincidisse quase sempre com o da execução de uma tarefa importante que não podia ser interrompida. Usei por algum tempo, mas acabei desistindo.

Mas tem muita gente que usa e gosta.  E se você é um usuário de mouse sem fio e está contente com o desempenho do bichinho, aproveite. Porém esteja preparado para o dia em que ele, sem mais nem menos, passar a apresentar um comportamento errático ou, pior, simplesmente parar de funcionar e insistir em assim permanecer mesmo depois de substituídas as baterias.

Sim, isto pode ocorrer aparentemente sem razão (na verdade, sempre há uma razão, a gente é que não sabe qual é) com a maioria dos mouses sem fio. Mas não se aflija que o problema pode ter solução. E das mais simples.

A maioria dos mouses sem fio se baseia na comunicação por radiofreqüência (veja detalhes em “How does a wireless mouse works”, disponível na página < http://www.tech-faq.com/wireless-mouse.shtml >). Este tipo de comunicação se baseia na ação complementar de dois componentes: um transmissor e um receptor.

O transmissor, integrado ao próprio mouse, registra movimentos e “cliques” e os transmite através de sinais de radiofreqüência. O receptor, em geral uma peça arredondada conectada a uma porta USB, recebe estes sinais, os decodifica e envia para o micro como se tivessem sido emitidos por um mouse convencional.

Problemas como o citado acima em geral são causados por uma interferência eletromagnética que afeta a faixa de freqüências (ou “canal”) usada pelo transmissor-receptor do mouse. Se este for o caso, basta “resetar” o canal.

Vire seu mouse e o respectivo receptor “de cabeça para baixo” e procure – em ambos - por um interruptor. Pode ser um botão facilmente visível ou um pequeno orifício onde se pode introduzir a ponta de um clipe de papel para acioná-lo. Em geral está assinalado com a palavra “Connect” ou “Reset”. Com o sistema ligado, acione primeiro o do receptor, depois o do mouse. Pronto, é o que basta para reinicializar o canal de transmissão. O que, na maioria das vezes, resolve o problema.

Figura 1

B. Piropo


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