Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
18/09/2008
< Inibindo a confirmação de >
<
exclusão de arquivos
>

Quem reclama dos sistemas operacionais modernos por serem pouco amistosos com os principiantes, a quem permitem cometer erros, não faz idéia de como era a coisa no “início dos tempos”, na era do byte lascado mais conhecida como “tempos do DOS”. Naqueles dias o sistema operacional pouco mais era do que uma ferramenta – das mais toscas – que permitia ao usuário carregar programas, criar, remover e copiar arquivos e pouco mais que isso. Desde, é claro, que ele dominasse a arcana arte que os sábios d’antanho batizaram de “linguagem de comandos” cujo conhecimento exigia, além da memorização dos “comandos”, saber digitá-los na ordem correta e sem falhar um único caractere.

Tempos difíceis quando qualquer erro de digitação era punido. No mínimo, com uma lacônica mensagem de “erro fatal” (sem esclarecer qual teria sido a vítima da fatalidade). No máximo, com conseqüências funestas. Havia um comando denominado RECOVER destinado a recuperar arquivos corrompidos desde que fosse digitado exatamente da forma correta. Quem entrasse com ele sem parâmetros e teclasse ENTER “só para ver o que acontecia”, descobriria que todos os seus arquivos do disco rígido, sem exceção, haviam sido removidos de seus diretórios ou pastas originais e renomeados seqüencialmente, o que os tornava inúteis para quaisquer efeitos práticos. Ou seja: perdia-se todo o conteúdo do disco de sistema. Sem qualquer aviso.

Hoje, quando se comanda uma singela exclusão de arquivo, ela deve ser confirmada. E, ainda assim, o arquivo não será efetivamente excluído. Ele permanece no disco, sendo movido para uma espécie de limbo chamado “Lixeira”, de onde pode ser recuperado a qualquer momento, bastando para isso abrir a “Lixeira”, cujo ícone reside na Área de Trabalho, remexer um pouco seu conteúdo até encontrar o arquivo previamente “excluído”, clicar com o botão direito sobre seu nome e acionar a entrada “Restaurar”. Para que ele desapareça do interior da “Lixeira” é preciso esvaziá-la, clicando sobre seu ícone com o botão direito e acionando o comando correspondente (e, cá entre nós, ainda assim ele não é efetivamente excluído do disco rígido, é apenas “marcado” como excluído e pode ser recuperado usando-se programas especiais; mas isso não é assunto para a coluna de hoje). Quer dizer: quem perde um arquivo importante por havê-lo excluído inadvertidamente não pode acusar o sistema de não ter avisado sobre o risco.

O que é bom, sem dúvida alguma. Segurança não se resume à proteção contra vírus e outros programas mal intencionados, abrange ainda a proteção contra danos provocados por erros do próprio usuário. E é sempre bem-vinda. Por isso não há que reclamar da solicitação de confirmação de exclusão e arquivos. A não ser...

A não ser, por exemplo, quando fazemos a “faxina” do disco rígido. Que deve ser feita regularmente, pelo menos uma vez por ano e não se limitar àquela feita pelo “Utilitário de limpeza de disco” do sistema. Além dela, é bom despendermos algum tempo identificando arquivos desnecessários para enviá-los à lixeira. E neste caso é bastante aborrecido ser obrigado a confirmar cada vez que se manda excluir um conjunto deles. Melhor inibir o aviso.

Para fazê-lo, tanto em Vista quanto no XP, clique com o botão direito na “Lixeira”, escolha a opção “Propriedades” e desmarque a caixa “Exibir caixa de diálogo de confirmação de exclusão”. Os arquivos irão para a “Lixeira” (podendo, portanto, serem restaurados no caso de algum engano) mas você será poupado dos sucessivos pedidos de confirmação durante a “faxina”. Mas, assim que terminá-la, não esqueça de repetir o procedimento e remarcar a caixa para que a confirmação volte a ser solicitada. Segurança é bom e nunca é demais.

Figura 1

 

B. Piropo


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