Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
09/07/2009
< Som na Caixa >

O Vloud é um destes sítios “bons demais para ser verdade”. Coisas assim costumam ter um “porém”. Um exemplo do que chamo de “porém”: uma conhecida operadora telefônica de longa distância me incomoda com ligações quase diárias para meu celular oferecendo uma substancial redução de tarifas que resultariam em uma considerável economia. Porém... para ter direito à redução eu devo pagar uma taxa mensal que, ao fim e ao cabo, me fará desembolsar mais do que pagando as tarifas normais. E os chatos continuam insistindo...

O Vloud é tão bom que, confesso, cheguei a pensar em não divulgá-lo pois, por mais que procurasse, não encontrei qualquer “porém”. Cheguei a fazer uma pesquisa no Google, onde só encontrei referências elogiosas. E só decidi mencioná-lo aqui quando tomei conhecimento que seu uso é sugerido pelo respeitabilíssimo WorldStart.Com. Portanto aqui vai a dica. Mas com a advertência: siga-a por sua conta e risco. A única coisa que posso garantir é que funciona, já que jamais publico uma dica sem antes testar o resultado. E funciona bem.

“Vloud” refere-se a som e deriva de “very loud”, ou “muito alto”. A ideia é simples, mas de uma utilidade extraordinária para quem gosta de música e não é técnico de som nem dispõe dos meios (equipamentos e programas) para editar arquivos musicais. Senão, vejamos.

Hoje em dia os pequenos reprodutores de músicas no formato MP3 (“MP3 Players”) estão se tornando cada vez mais comuns (na verdade, estão se tornando uma praga, mas isto é tema para outra coluna). Nos ambientes públicos, conduções, locais de trabalho e seja lá mais onde for, aquelas figuras com ar levemente abestalhado e olhar ausente, balançando a cabeça rítmica e silenciosamente e movendo os lábios como se rezassem não são, como parecem, figurantes que escaparam da gravação do videoclipe “Thriller” do falecido MJ. São pessoas, muitas das vezes respeitabilíssimas, ouvindo música em seus quase imperceptíveis fones de ouvido conectados aos pequenos aparelhos ocultos nos bolsos e bolsas.

Com a disseminação deste hábito, a conversão de arquivos musicais para o formato MP3 tornou-se comum. Mas, infelizmente, não existe uma padronização para que isto seja feito. Resultado: volta e meia um aficionado de música MP3 se depara com um arquivo gravado em volume tão baixo que por mais que ele o aumente em seu aparelho, a música fica quase inaudível. Pois bem: o Vloud foi criado para resolver este problema. Você manda para ele um arquivo que toca “baixinho” e ele lhe devolve o mesmo arquivo tocando muito alto (“very loud”). E, além de oferecer quatro níveis de volume, faz tudo isso de graça...

Estranhou? Eu também. Mas funciona. O sítio fica em < www.vloud.com/ >. Visite-o e se deparará com uma interface limpa como a do Google (veja figura). Quer aumentar o nível de som de seu arquivo? Pois clique em “Procurar” e, na janela que se abrirá em sua tela, navegue até encontrar em seu computador o arquivo sonoro desejado (por enquanto obrigatoriamente no formato MP3, mas parece que há planos para ampliar a galeria de formatos). Selecione-o e clique em “Abrir”. É o que basta para iniciar a transferência do arquivo entre seu micro e o servidor do Vloud. Aguarde (pacientemente, se sua conexão for lenta) o final da transferência e escolha o nível de som desejado clicando em um dos botões “light”, “loud”, “louder” e “loudest” (baixo, alto, mais alto e altíssimo). O arquivo começa então a ser reproduzido. Aguarde até o final, pois enquanto ele é reproduzido a conversão está sendo feita no servidor. Ao terminar, se desejar testar o resultado, clique em “Play” (que então aparecerá na faixa cinza ao lado de “Procurar”). Se o resultado não for de seu agrado, escolha outro nível e repita o processo. Se for, clique em “Download” (que também estará visível), altere o nome do arquivo a seu gosto, clique em “Save”, escolha o local para gravá-lo e aguarde enquanto o arquivo modificado é transferido para sua máquina. Simples, direto e gratuito. E funciona...

Figura 1

 

B. Piropo


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