Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
16/06/2011
< Bateria nota dez >

Tecnologia é um negócio danado. Por exemplo: basta pensar nos novos computadores portáteis para nos darmos conta do formidável avanço que ela experimentou nos últimos anos. Por outro lado, basta lembrar-se do tempo de duração da carga das baterias destes mesmos portáteis para nos convencermos que, afinal, o avanço não foi tão grande assim.
E já que a tecnologia ainda não nos pode ajudar neste campo, apelemos para nosso próprio engenho e arte para prolongar tanto quanto possível a duração da carga. Mãos à obra.
Para começar: se seu micro consegue efetuar uma conexão sem fio padrão WiFi sem necessidade de qualquer dispositivo externo e você não precisa da conexão para o trabalho que está fazendo, desconecte-se. E mais: para evitar que o computador continue buscando as conexões disponíveis, o que consome um bocado da carga, desabilite a função (em geral acionando o interruptor “wireless” ou “WiFi” em uma das bordas do computador).
Caso você esteja trabalhando à noite, reduza a iluminação do local de trabalho para que possa também reduzir o nível de luminosidade da tela. Todo micro portátil permite ajustar este nível de luminosidade, e quanto menos brilhante a tela mais tempo durará a carga.
Se precisar interromper o trabalho por algum tempo, não use a opção “Suspender” de seu micro, que reduz o consumo ao mínimo indispensável mas o mantém ligado. Em vez dela apele para a função “Hibernar”, que copia uma imagem da memória para o disco rígido e efetivamente desliga o micro, reduzindo o consumo à zero.
Aumente a capacidade de memória RAM instalada. Além de acelerar o desempenho do micro, esta providência simples reduz bastante o consumo de carga de bateria evitando o acesso frequente à memória virtual (ou seja, a cópia de trechos de memória RAM para o disco rígido quando os programas e dados ocupam toda a memória RAM instalada).
Se você usa programas como o Word ou o Excel que oferecem a função “gravação automática” (ou “salvar informações de AutoRecuperação”), desabilite-a ou aumente o intervalo entre gravações sucessivas. Quanto mais se aciona um disco magnético, maior o consumo.
E já que lembramos que discos magnéticos consomem muita carga (devido ao acionamento de suas partes móveis), convém lembrar que discos óticos (CDs e DVDs) consomem muito mais. Se for possível evitar – ou pelo menos minimizar – seu uso, maior será a duração da carga.
Desconecte dispositivos externos. Um telefone celular conectado ao micro procura carregar sua própria bateria drenando carga da do micro. Seu mause ótico também consome energia. Se o micro tem uma placa sensível (“touchpad”), considere usá-la em vez do mause.
Se seu dispositivo de armazenamento de massa não for do tipo “estado sólido” (SSD, ou Solid State Disk) mas um disco magnético, desfragmente-o regularmente. Quanto menor a fragmentação, menos “saltos” dará a cabeça magnética em busca dos dados e mover peças mecânicas consome um bocado de energia.
Se seu computador roda Windows, otimize o consumo de energia. Abra o Painel de Controle, vá para “Sistema e Segurança”, clique em “Opções de energia” e marque o plano “Economia de energia”. E se quiser realmente otimizar, clique em “Alterar configurações do plano >> Alterar configurações de energia avançadas” e ajuste os parâmetros que lhe serão oferecidos. Você precisará de algum conhecimento técnico para isto, mas nada que exija um doutorado.
E, finalmente, cuide de sua bateria. Não mantenha o micro sempre ligado à tomada. Pelo contrário: procure drenar a carga até que a bateria esteja quase completamente descarregada e somente então ligue o carregador à tomada de energia e, sempre que possível, não interrompa a carga antes de completa-la (ou seja, evite dar “meia carga”). Baterias que são completamente descarregadas e depois totalmente carregadas duram muito mais.

B. Piropo


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