Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
19/01/2012
< Podando a árvore de diretórios com o TreeSize >

Há pouco mais de duas décadas discos rígidos eram pequenos e caros. Não obstante, sua capacidade costumava atender com sobras as necessidades dos usuários comuns. Depois, os programas cresceram, os arquivos de dados incharam e espaço em disco passou a ser um recurso precioso. E um problema tão sério que ensejou o aparecimento de programas (como o“Stacker”) que comprimiam os dados antes de gravá-los e os descomprimiam logo após recuperá-los. Depois, a capacidade dos discos rígidos cresceu, os preços desabaram, espaço em disco sobrou e nos acostumamos a guardar tudo quanto é porcaria em nossos discos.

Agora, com o aparecimento dos discos de estado sólido (SSD, dispositivos de armazenamento de memória não volátil, rapidíssimos, porém caros), o espaço em disco voltou a fazer parte das preocupações dos micreiros. E o pequeno utilitário “Limpeza de disco” (Menu iniciar >> Todos os Programas >> Acessórios >> Ferramentas do sistema) voltou a tornar-se popular.

Ele faz um bom trabalho ao esvaziar a lixeira, eliminar arquivos temporários, relatórios de erros e assemelhados, que se acumulam no disco e claramente não farão falta. Mas não pode liberar o espaço ocupado por arquivos que um dia foram úteis, mas que por um ou outro motivojá não o são. Estes não há como remover sem examinar todo o conteúdo do disco rígido para identificá-los. O problema é que os discos modernos são imensos e não há como fazer um exame criterioso de seu conteúdo sem uma ferramenta que nos ajude, apontando os melhores candidatos à remoção. Que, exceto honrosas exceções, são os maiores arquivos.

É aí que entra o TreeSize nas versões gratuita (TreeSize Free) e paga (TreeSize Professional). Como sempre, recomendo a versão gratuita. Mas, neste caso, após experimentá-la e conforme seu julgamento, sugiro cogitar na possibilidade de adquirir a paga, que embora a um preço um tanto salgado oferece um bocado de recursos adicionais (consulte-os no o sítio da JAM software, em <http://www.jam-software.com/treesize/>). O uso é simples: baixe o programa do sítio da JAM, instale-o (preferencialmente a partir de uma conta de usuário com privilégios de administrador) e, durante a instalação (quando será solicitado a escolher entre os idiomas inglês e alemão; lamento, mas não há versão em português) peça para criar uma entrada no menu de contexto do Windows Explorer. Depois, abra o Windows Explorer, navegue até a pasta onde desconfia que há arquivos ou pastas descartáveis, clique com o botão direito sobre ela e, no menu de contexto, clique na entrada “TreeSize” (ou então abra o programa clicando sobre seu ícone e solicite que ele examine o conteúdo da pasta que você escolher). Aparecerá uma janela com uma árvore hierárquica listando o conteúdo da pasta selecionada em ordem decrescente de tamanho. O que torna uma moleza encontrar possíveis candidatos à poda.

Para facilitar vou ilustrar com um exemplo. Repare na figura exibindo a janela do TreeSize Free com o conteúdo da pasta “C:\Users\bpiropo\” (minha pasta de usuário nesta máquina que vos fala) com seus pouco mais de 24 GB de arquivos. Destes, 19,5 estão na pasta AppData (dados de aplicativos) que eu certamente examinarei mais tarde em busca de candidatos à eliminação clicando sobre o pequeno triângulo branco situado à esquerda de seu nome para expandi-la. Mas veja, logo abaixo, que a pasta “Downloads” contém pouco mais de 4 GB. Ao expandi-la (o que muda a cor do triângulo para negra), se constata que 2,7 GB deste conteúdo corresponde à pasta “SamsungRV410”. O que vem a ser ela? Examinei-a com o Windows Explorer e constatei que ela abriga os arquivos de suporte (drivers, manuais do usuário, etc.) de um velho “notebook” que já não mais possuo. Seu conteúdo pode ser útil para o atual proprietário da máquina, mas para mim ela não tem mais qualquer serventia. Posso então gravar seu conteúdo em um DVD (que um dia poderá ser útil para alguém) e eliminar a pasta inteira do disco rígido, recuperando quase 3GB de espaço em meu disco “C:” que por acaso é um SSD, no qual espaço em disco é um recurso valioso. Hoje o hábito de guardar inutilidades em unidades de armazenamento internas está tão arraigado e disseminado e são tão grandes as vantagens do uso dos SSD, que o TreeSize tende a se tornar uma ferramenta indispensável.

Figura 1

 


B. Piropo


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