Escritos
B. Piropo
Jornal o Estado de Minas:
< Coluna Técnicas & Truques >
Volte de onde veio
07/06/2012
< Começa a COMPUTEX 2012 >

Esta é a primeira semana de junho. Nela acontece tradicionalmente nas três últimas décadas a edição anual da COMPUTEX Taipei, em Taiwan, que já foi conhecida como China Insular. Nesta semana, mais precisamente da última terça-feira até o próximo sábado, salvo caso de catástrofe (esta coluna está sendo escrita na semana anterior), ocorre a trigésima segunda edição. O que faz da COMPUTEX Taipei a feira de informática mais tradicional do mundo (das de grande porte, a mais antiga é a CES, levada a termo anualmente em Las Vegas e cuja primeira edição ocorreu em 1967, na cidade de Nova Iorque; porém, diferentemente da COMPUTEX, a CES tem um caráter mais genérico e abrange um campo bem mais vasto que o da informática). Mas a COMPUTEX Taipei vai além de ser a mais tradicional: hoje, é a maior do continente Asiático e a segunda maior do mundo, superada apenas pela CeBIT, cuja vigésima sexta edição foi realizada em Hannover, Alemanha, há quase exatos dois meses.

A feira é organizada pela Associação de Computadores de Taipei (TCA) com o decidido apoio do governo de Taiwan através de seu conselho de fomento do comércio exterior, TAITRA. Começou timidamente em 1980, já que também tímida era então a indústria asiática de computadores, mera montadora de produtos desenvolvidos no exterior. Mas, ao longo dos anos, especialmente das duas últimas décadas, o setor fabril da tecnologia de informação de Taiwan evoluiu para uma poderosa indústria de abrangência mundial tanto no campo da manufatura quando no da pesquisa e desenvolvimento. Grandes indústrias internacionais, além de suas fábricas, estabeleceram ali seus centros de pesquisa e suporte técnico. A presença destes centros de excelência passou a exigir mão de obra especializada. E a disponibilidade de profissionais especializados levou ao desenvolvimento de empresas locais que acabaram por transformar Taiwan em um importante centro do mercado mundial de tecnologia. Hoje a ilha é uma das maiores fabricantes mundiais de "wafers" para circuitos integrados – inclusive microprocessadores – além de CIs acabados, computadores portáteis e telas LCD fabricadas por empresas do porte de uma Acer, ASUS, ECS, Gigabyte, MSI, VIA e diversas outras de expressão mundial. E a COMPUTEX cresceu com elas.

Ano após ano as principais corporações acorrem ao evento para lançar seus produtos. E como uma boa parte das indústrias deste segmento em todo o mundo escolheu Taiwan para se instalar ao lado das indústrias de capital local, a feira atrai observadores, analistas e membros da imprensa especializada dos cinco continentes que acorrem para se pôr em dia com as novidades tecnológicas e, sobretudo, com o desenvolvimento de novos produtos e as tendências para o futuro próximo. Na edição deste ano se prevê o comparecimento de mais de cento e vinte mil participantes dos quais 36 mil vêm do exterior.

A feira é gigantesca. Em 2010 ocupou quatro pavilhões espalhados pela cidade de Taipei, incluindo o gigantesco pavilhão de Nangang. Em 2011 o grande aumento da demanda de estandes proveniente sobretudo de indústrias sediadas na China Continental, que após décadas de disputa diplomática acabou por firmar um acordo comercial com Taiwan, forçou os organizadores a estender a feira para mais um pavilhão no Centro de Taipei. Para este ano se previa a inauguração de um segundo pavilhão em Nangang, de porte semelhante ao lá hoje existente, mas as obras não foram concluídas a tempo. O resultado disto foi o adiamento da demolição prevista para este ano de um dos grandes pavilhões centrais, o Hall 2 do Taipei World Trade Center, que foi mais uma vez ocupado pela feira. Que, então, voltou a ocupar cinco pavilhões para abrigar seus 5.300 estandes para exibir produtos de 1.800 empresas.

Breve voltaremos a falar da COMPUTEX 2012.

Figura 1

 



B. Piropo


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