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B. Piropo
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<!-- function MM_swapImgRestore() { //v2.0 if (document.MM_swapImgData != null) for (var i=0; i<(document.MM_swapImgData.length-1); i+=2) document.MM_swapImgData[i].src = document.MM_swapImgData[i+1]; } function MM_preloadImages() { //v2.0 if (document.images) { var imgFiles = MM_preloadImages.arguments; if (document.preloadArray==null) document.preloadArray = new Array(); var i = document.preloadArray.length; with (document) for (var j=0; j<imgFiles.length; j++) if (imgFiles[j].charAt(0)!="#"){ preloadArray[i] = new Image; preloadArray[i++].src = imgFiles[j]; } } } //-->
Volte de onde veio
28/07/2003

< Firewire: o fio quente >


Na coluna passada, além das portas USB, mencionamos a existência de outro padrão de interface, o IEEE 1394, e prometemos falar sobre ele. Falemos, pois.
Embora pouco conhecido, o padrão não é novo. Na verdade é mais antigo que o USB. Foi concebido no final dos anos 80 pela Apple com o objetivo de estabelecer uma ligação rápida entre câmaras de vídeo e computadores. A Apple patenteou a interface com o nome de “Firewire” e a submeteu ao IEEE (Institute of Electric and Electronic Engineers), entidade responsável pela homologação de padrões em sua área, onde recebeu o número 1394. A rapidez da interface e sua facilidade de uso tornou-a extremamente popular entre os fabricantes de câmaras de vídeo que avidamente a adotaram. Mas, para evitar o pagamento de direitos à Apple, referiam-se a ela pelo número do padrão: IEEE 1394. A Sony piorou as coisas chamando-a de “iLink”. Recentemente, para pôr ordem no caos, a Apple incentivou a criação da “1394 Trade Association” com o objetivo de disseminar o padrão e a ela repassou os direitos sobre o nome Firewire, permitindo licenciá-lo para qualquer empresa que use a tecnologia, desde que siga o padrão. Portanto, esclarecendo: “Firewire”, “IEEE 1394” e “iLink” são rigorosamente a mesma coisa.
A interface é tão rápida, simples e conveniente que foi aceita sem dificuldades. O padrão original, hoje conhecido por “Firewire 400”, permite a conexão simultânea de 63 dispositivos “à quente” (ou seja, sem precisar desligar o micro) e aceita uma taxa de transferência de 400 mb/s (megabits por segundo), correspondente a 50 mB/s (megabytes por segundo). Parece pouco se comparado aos 480 mb/s do USB 2.0, mas na prática o Firewire é mais rápido graças ao “bus mastering”, um recurso que repassa o controle do barramento ao dispositivo e permite que os dados fluam sem a interferência da CPU. Isso fez do Firewire a interface ideal para dispositivos externos que exigem rápido fluxo de dados, como discos rígidos e drives DVD. Além disso, para periféricos de grande consumo de energia, o Firewire oferece conectores de seis pinos (em vez dos originais de quatro pinos, usados principalmente para câmaras de vídeo digitais) para suprir a potência adicional, dispensando ligar o dispositivo a uma tomada elétrica.
E olhe que tudo isso diz respeito apenas ao padrão original. Ocorre que recentemente foi lançada a nova versão, conhecida por “IEEE 1394b”, “Firewire 2” ou “Firewire 800”, diferentes nomes para a mesma coisa. O último é uma referência à taxa de transferência de 800 mb/s (que corresponde a 100 mB/s), o dobro da alcançada pela versão anterior, mais de sessenta vezes superior à do USB 1.1 e quase o dobro da do USB 2.0. Ela permitirá conectar discos rígidos externos de alto desempenho ligados “à quente” mais rápidos que as atuais unidades internas.
Para dobrar a taxa de transferência a nova versão recorreu a recursos tecnológicos que alteraram a codificação de dados e o gerenciamento do bus mastering, gerando problemas de compatibilidade com a versão anterior. Para resolvê-los, o padrão opera em dois modos. Se o computador e todos os periféricos a ele conectados suportam Firewire 800, a interface opera no chamado “modo beta” e tira proveito integral da nova versão. Mas, se suportadas pelo BIOS do micro, é possível usar as portas “bilíngües”, nas quais podem ser conectados tanto periféricos Firewire 800 quanto Firewire 400. Nesse caso, as taxas caem para o nível da velha interface. Mas, mesmo assim, se a troca de dados for estabelecida entre dois periféricos Firewire 800, ela será feita a 800 mb/s. E o padrão prevê futuras versões que suportarão taxas de 1,6 Gb/s (gigabits por segundo) e 3,2 Gb/s (correspondente a 400 megabytes por segundo), uma barbaridade se comparada às taxas atuais de transferência entre periféricos.
A interface Firewire só complica um pouco quando entra no terreno dos conectores: além dos de quatro e seis pinos da versão original, entraram em cena os de nove pinos da nova versão. Mas que ninguém se desespere: há adaptadores e cabos conversores que permitem todas as combinações necessárias.
O futuro aponta para interfaces mais rápidas, simples e confiáveis como USB e Firewire. Prepare-se, portanto, para dizer adeus aos conectores das portas serial, paralela, PS/2, “game”, SCSI e MIDI (e aos periféricos que as usam). Brevemente, tudo o que você verá na traseira de seu micro serão os conectores para monitor, caixas de som, talvez TV e eventualmente modem e rede. O resto, só USB e Firewire. É esperar para ver.
Isso se não aparecer alguma novidade melhor, naturalmente...

B. Piropo

 

 


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