Escritos
B. Piropo
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< Coluna em ForumPCs >
Volte de onde veio
14/11/2005
< Instalando o Windows Vista >

Os que acompanham esta coluna regularmente notaram que este exemplar está atrasado. Os que só lêem as colunas que não fazem parte da série “Computadores” (a maioria, desconfio) devem lembrar que a última delas versava sobre as pastas virtuais de Windows Vista. E os mais corajosos, que se dão ao trabalho de visitar o < http://www.bpiropo.com.br/ > Sítio do Piropo para ler as bobagens que escrevo em outros veículos, talvez tenham lido o artigo que escrevi sobre a versão beta do novo sistema operacional da Microsoft no caderno Informá[email protected] do Estado de Minas.

Pois, embora não pareça, tudo isto está relacionado.

Publiquei aqui a coluna sobre as pastas virtuais do Windows Vista porque, de todas as novas características do sistema, aquela foi a que mais me chamou a atenção. E publiquei o artigo sobre Windows Vista no Estado de Minas porque instalei o sistema operacional em uma máquina reserva para testá-lo. Mas e o atraso da coluna, o que tem a ver?

Bem, quem leu o artigo (ainda disponível na seção “Escritos/Artigos no Estado de Minas” de meu sítio) sabe que o desempenho do Vista na máquina onde o instalei para testes foi o pior possível. O sistema parecia funcionar em câmara lenta, cada clique demorava uma eternidade para produzir algum resultado, um sacrifício. Porém meu interesse não era testar o desempenho do sistema (o que não faria sentido em uma versão beta) mas sim tomar conhecimento das novidades. Portanto, mesmo aos trancos e barrancos, fui em frente. E, indubitavelmente, gostei do que vi. Tanto gostei que quis mais. Pensei até em continuar usando o Vista no meu trabalho diário para continuar explorando as novidades. Mas com aquele desempenho era absolutamente inviável.

Ora, se a máquina onde eu havia instalado o Vista não era um foguete, também não chegava a ser uma carroça. Era um Athlon XP 2000+ com 768 MB de memória RAM. Se, nela, o Vista se arrastava, não haveria de ser por falta de capacidade de processamento. Por outro lado, dentre as notícias que tenho tido conhecimento sobre o Vista, não há queixas sobre seu desempenho. Portanto, se a coisa funcionou tão mal naquela máquina, certamente a causa seria alguma incompatibilidade do sistema com sua configuração. Então, se eu queria me familiarizar melhor com o novo sistema (e queria muito...) teria que montar uma máquina só para isto.

Daí o atraso da coluna.

A montagem foi moleza. Não me custou esforço algum, já que não foi feita por mim. A máquina, excelente por sinal (um Athlon64 3000+ com 1 GB de RAM, disco rígido SATA e uma placa de vídeo GEForce 6200 também da nVidia), já veio montada da < http://www.maxinforj.com.br/ > [email protected] Informática, que fez um trabalho de primeira e a quem agradeço pela presteza do atendimento, qualidade do equipamento e capricho da montagem. Uma empresa de primeira. O problema foi ter que ajeitar as coisas aqui no meu escritório doméstico para que eu pudesse passar a usar o novo sistema sem abandonar minha máquina de trabalho e sua fiel companheira, a máquina reserva, onde estão guardados todos os meus arquivos de trabalho e mais tudo o que andei escrevendo pela vida afora. Não dá para pô-las (pôla, que língua...) em risco. O remédio foi instalar e configurar o Vista no novo micro, inseri-lo na rede e configurar as demais máquinas para compartilhar arquivos mantendo um nível de segurança aceitável. Uma tarefa que, somada ao tempo gasto para instalar e configurar aplicativos no Vista, acabou por me consumir um dia inteiro. O que justifica o atraso.

Eis-me aqui, então, de máquina nova, novo sistema operacional e pronto para compartilhar com vocês minha nova experiência.

Para começar, como eu imaginava, o desempenho do Vista nesta máquina nada tem a ver com a lesma lerda que rodava na outra. É verdade que instalei um “build” mais recente, o 5231, que a MS chama de “Beta 2” (veja Figura 1). Mas não creio que uma coisa tenha a ver com a outra. O que realmente houve é que aqui a incompatibilidade não se manifestou e em virtude disto o comportamento do sistema é mais que satisfatório. E, ao contrário do que fiz com a versão anterior, na qual testei o Vista com uma instalação do Open Office para não desperdiçar uma licença de instalação do MS Office, nesta instalei o próprio Office 2003, já que pretendo usá-la tanto quanto possível como máquina de trabalho.

Figura 1: Versão do Windows Vista

Sim, vou correr o risco de trabalhar com uma versão beta. Não seria a primeira vez: já fiz isso nos velhos tempos do OS/2, um sistema operacional que me despertou entusiasmo semelhante ao que o primeiro contato com o Vista me causou. Os arquivos produzidos, naturalmente, serão gravados diretamente no disco rígido da máquina de trabalho (ou, na pior das hipóteses, ali copiados assim que concluídos), que permanecerá ligada e em rede. Afinal, versão beta é versão beta e quem arriscar-se a usar uma delas como único instrumento de trabalho está literalmente “procurando sarna para se coçar”. Mas doravante eu passarei a trabalhar predominantemente com o Vista e somente usarei outra máquina por razões de força maior. E de tempos em tempos compartilharei minha experiência com vocês.

Experiência que por enquanto se resume à instalação do próprio sistema e de alguns programas. A do sistema correu relativamente bem. Terminada a instalação, verifiquei no Gerenciador de Dispositivos que quatro dispositivos não haviam sido reconhecidos pelo sistema. Dois deles eram componentes da própria placa-mãe, uma excelente nVidia nForce4 fornecida pela < http://www.maxinforj.com.br/ > [email protected] Informática. O problema foi resolvido visitando o < http://www.nvidia.com/ > sítio da nVidia e baixando os drivers para o Vista (sim, alguns fabricantes já desenvolveram drivers para o sistema mesmo em fase beta). O terceiro era a própria placa de vídeo, também da nVidia. Resolvido também com uma visita ao sítio do fabricante onde encontrei um driver não para o Vista, mas para o XP, que funcionou perfeitamente e permitiu que os dois monitores que uso ligados à placa fossem reconhecidos de modo a permitir estender a Área de Trabalho a ambos os vídeos.

Finalmente, o quarto dispositivo. Esse não teve jeito: é meu scanner, um velho porém funcional HP scanjet 3500c (vocês podem não acreditar, mas há velhos que funcionam surpreendentemente bem...) Mas no caso do scanner, nem baixando o novo pacote de software e drivers do sítio da HP, um formidável arquivo de quase 250 MB, o bicho foi reconhecido. Mas de todos os problemas, esse é o de mais fácil solução: basta trocar o scanner de máquina por algum tempo e todos seremos felizes para sempre.

No mais, no que toca a hardware, o único senão ficou por conta do mouse, curiosamente um produto da própria Microsoft, um mouse ótico de quatro botões. Os dois botões adicionais não foram reconhecidos. Para quem já se havia habituado a copiar e colar usando os botões extra, vai ser um sacrifício. Mas eu me acostumarei.

Restaram os programas. O pacote Office foi instalado sem qualquer problema, assim como o Paint Shop Pro, um programeto gráfico com o qual costumo fazer pequenos esquemas e captura de tela. Alguns utilitários foram instalados sem problema. Mas para minha surpresa a instalação da nova versão do Adobe Reader foi refugada na primeira tentativa (mas será instalada assim que eu descobrir a causa, temos tempo).

De uma forma geral está tudo funcionando nos conformes, desde que se leve em conta que se trata de uma versão beta, da qual não se pode esperar estabilidade total. Tanto assim que de quando em vez, no meio de uma operação mais “cabeluda”, um programa simplesmente pára de funcionar. O que me levou a conhecer mais uma característica notável do novo Vista: quando isso acontece, aparece uma mensagem informando sobre o ocorrido e avisando que o sistema operacional está tentando contornar o problema. Algumas vezes ele consegue e o programa é recarregado, permitindo prosseguir do ponto onde se foi interrompido. Outras, aparece uma nova mensagem sugerindo encerrar o programa. Isto feito, basta seguir em frente sem necessidade de reinicializar ou desligar o sistema. Até o momento, em três dias de uso, o próprio Vista não apresentou nenhum travamento. Todas as falhas foram recuperadas pelo sistema automaticamente. Uma diferença substancial em relação às versões anteriores, mesmo as mais estáveis como o NT e XP.

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Figura 2: Internet Explorer 7 (Clique para Ampliar)

Em suma: esta coluna está sendo digitada na máquina nova, no Word rodando sob o Vista. Será postada dentro de alguns minutos usando o Internet Explorer 7, um navegador inteiramente novo que incorporou o recurso de abrir páginas simultaneamente em diferentes abas (veja na Figura 2) e mais um bocado de novidades.

Quais são minhas impressões?

Bem, como diria o cara que caiu do vigésimo andar quando passou pelo terceiro: “até aqui, tudo bem...”.

B. Piropo


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