Escritos
B. Piropo
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< Coluna em ForumPCs >
Volte de onde veio
27/06/2011
< Samsung Nexus S: um telefone realmente esperto >

Volta e meia, em minhas colunas, lamento o fato de que, enquanto a maioria das pessoas ligadas à tecnologia têm um telefone esperto, ou “smartphone”, eu tinha que me contentar com um telefone estúpido. Isto porque, até recentemente, eu era o infeliz proprietário de um Motorola Milestone, uma das peças de hardware mais toscas em que pus as mãos nos últimos anos. Pesado, mal ajambrado, com a elegância de um tijolo, vinha com um teclado físico praticamente inútil devido ao formato e tamanho das teclas e um teclado virtual ainda pior devido à péssima qualidade da tela (in)sensível ao toque, onde cada vez que eu tentava digitar um caractere o toque era recebido por pelo menos mais uma “tecla” vizinha. Usá-lo era um suplício. Mas rodava o excelente sistema operacional Android (embora não o atualizasse para as versões mais recentes) e por isto eu o aturava até achar coisa melhor.

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Figura 1 – O Samsung Nexus S.

Pois tenho o prazer de informar que, enfim, achei. E achei coisa muito melhor, cuja compra me removeu da ominosa categoria de dono de telefone estúpido e me incluiu no conjunto dos possuidores de telefones espertos. E bota esperto nisso.
Trata-se do o Samsung Nexus S, < http://www.gizmodo.com.br/conteudo/samsung-nexus-s-o-novo-celular-do-google-e-o-primeiro-com-android-23/ > cujo lançamento foi anunciado há pouco mais de seis meses nos EUA e que despertou polêmica no Brasil com os sucessivos anúncios da Samsung < http://pt-br.paperblog.com/nexus-s-antes-nexus-2-vira-oficialmente-para-o-brasil-44331/ revelando a data do lançamento e, posteriormente, < http://www1.folha.uol.com.br/tec/911930-smartphone-nexus-s-nao-sera-lancado-no-brasil-diz-samsung.shtml informando que o produto não mais seria comercializado no país. Mas hoje basta uma < http://lista.mercadolivre.com.br/SAMSUNG-NEXUS-S > pesquisa no sítio Mercado Livre para encontrar diversos fornecedores vendendo o aparelho com preços que oscilam em torno dos R$1,5 mil.
A Samsung já havia lançado sua linha Galaxy S rodando o sistema operacional Android da Google e seus telefones receberam excelentes avaliações por parte da imprensa especializada. Tanto assim que uma < http://www.engadget.com/2011/04/28/samsung-galaxy-s-ii-review/ > revisão de Vlad Savov para a Engadget concluiu que ele não somente era “o melhor telefone esperto rodando Android produzido até então como, mais importante que isto, poderia perfeitamente ser o melhor telefone esperto e ponto final” (It's the best Android smartphone yet, but more importantly, it might well be the best smartphone, period). Mas a Google, desenvolvedora do Android, não se envolvera no projeto.
Por outro lado, a HTC produzia seu Nexus One, um aparelho que, além de rodar Android, este sim foi desenvolvido em parceria com a própria Google. Mas que, não obstante a badalação que cercou seu lançamento, não fez o sucesso esperado.
Pois bem: o Nexus S é o fruto da soma da experiência de ambas as empresas, a Samsung com sua linha Galaxy S e a Google com seu Nexus One. Que juntaram seus esforços visando produzir um telefone esperto com a qualidade dos produtos Samsung e concebido para usar o Android do jeito que a Google imaginou, integrando-se perfeitamente com todos os seus aplicativos, como Gmail, contatos, busca na Internet e tudo o mais. E conseguiram criar um produto primoroso fruto de um harmonioso trabalho em conjunto – razão pela qual as marcas Google e Samsung são exibidas com o mesmo destaque na caixa do aparelho (veja Figura 1).
Esta coluna falará sobre ele e sobre as gracinhas que sabe fazer.
Vamos a ela.

A tela
Começando pela tela, o item que mais me impressionou. Segundo as especificações, trata-se de uma tela capacitiva, sensível ao toque, Super AMOLED (já falaremos sobre isto) de quatro polegadas, definição de 480 x 800 pixels (padrão Wide VGA cuja resolução é mais de duas vezes maior que a do monitor de meu primeiro PC) que, no Nexus S, corresponde a uma resolução física de 235 pontos por polegada. A tela é capaz de exibir dezesseis milhões de cores e sua superfície é refratária a substâncias oleosas (“oleophobic”) o que a torna difícil de sujar e fácil de limpar. A tela curva (que a Samsung batizou de “contour display” e cuja curvatura pode facilmente ser percebida na Figura 4 da próxima seção), única entre seus pares, não apenas dá um toque de elegância ao Nexus S como se adapta ao formato da face, aproximando o microfone da boca quando se fala, para facilitar o uso do aparelho como telefone (pois, como veremos, ele é muito mais que isso).
O Nexus S tem internamente um giroscópio de três eixos e um acelerômetro extremamente sensíveis que ajustam imediatamente a posição da imagem quando se gira o telefone. A tela é dotada de um sensor de proximidade que, quando se aproxima o a aparelho do rosto para atender um telefonema, a desliga para poupar energia.
Até aí, não há muita novidade. A grande novidade, que se torna um importante diferencial quando comparada aos concorrentes, é a tecnologia Super AMOLED.
Começando pelo começo, como convém: LED é o acrônimo de “Light-Emitting Diode”, ou diodo emissor de luz, um minúsculo semicondutor que, quando excitado por uma corrente elétrica, emite luz colorida (vermelha, verde ou azul; por isto cada ponto luminoso da tela é formado por três deles). Aqui não cabe muita explicação sobre o assunto pois, afinal, quase toda televisão ou monitor moderno usa esta tecnologia e quem quiser maiores detalhes os encontrará no tópico < http://eletronicos.hsw.uol.com.br/led-tv.htm > “Como funciona a LED TV” do HowStuffWorks.
Já OLED é o acrônimo de “Organic LED”, ou LED orgânico, um tipo de dispositivo emissor de luz em que o material luminescente se situa em um fino filme de moléculas orgânicas (polímeros). A diferença essencial é que os OLEDs permitem a fabricação de telas transparentes, mais finas e mais leves que as de LED e, sobretudo, flexíveis. Foi graças a esta flexibilidade que a Samsung conseguiu moldar a tela curva do Nexus S.
Com isto podemos chegar enfim ao AMOLED, acrônimo de “Active Matrix OLED” ou OLED com matriz ativa. Entendamo-lo. Os pontos luminosos (“pixels”) da tela se dispõem em uma matriz (conjunto de objetos arrumados em linhas e colunas). Esta matriz pode ser constituída por dois conjuntos (anodo e catodo) de finíssimas tiras distribuídas perpendicularmente na qual cada pixel é formado pelo cruzamento de duas delas, ou por duas camadas contínuas superpostas sob as quais se dispõe uma delgada estrutura de transistores em filme fino (TFT, “Thin Film Transistor”) que determina quais pontos permanecem ligados ou desligados. A primeira é chamada de matriz passiva enquanto a última, utilizada no Nexus S, é a matriz ativa, ou AMOLED. Uma tela AMOLED consome muito menos energia e atualiza os pixels muito mais rapidamente que a de matriz passiva – o que é essencial para a exibição de vídeos sem “solavancos”.
Se você quer ver uma impressionante demonstração do funcionamento de telas AMOLED comparadas com as tradicionais telas simples de TFT visite a página < http://webtrickz.com/what-is-amoled-screendisplay/ > “What is Amoled screen/display ?”. E não se preocupe se não dominar o idioma inglês: simplesmente assista os três vídeos. O primeiro, que mostra uma tela AMOLED funcionando enquanto recebe uma vigorosa sessão de marteladas, impressiona...
O problema com as telas AMOLEDs é que, em virtude de um recurso denominado “penTile” adotado pela maioria delas, as imagens tendiam para uma coloração excessivamente esverdeada (veja porque < http://www.engadget.com/2011/02/21/samsungs-super-amoled-plus-displays-dispense-of-maligned-pentil/ > aqui). É aí que entra o “Super AMOLED”, que resolveu o problema usando um recurso denominado “Real-Stripe” que aumentou em 50% a densidade de pixels.
Esta é a tecnologia adotada pela Samsung para fabricar a tela do Nexus S.
Leu tudo isto e continua confuso? Então esqueça. Fique apenas com o testemunho deste escrevinhador que padeceu com o Motorola Milestone por cerca de um ano e agora vem se deliciando com o Nexus S. Em ambos os aparelhos, quando o telefone toca, atende-se arrastando com o dedo um círculo verde da esquerda para a direita da tela. No Motorola eu cheguei a perder ligações porque não conseguia arrastar a tempo a maldita bolinha, que refugava, fugia no meio do caminho ou, simplesmente, se recusava a acompanhar o movimento de meu dedo por maior que fosse a pressão contra a tela. No Nexus S ela se move obedientemente quase sem pressão e sempre atendo na primeira tentativa.

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Figura 2: Os teclados virtuais do Nexus S.

Isto sem falar no teclado virtual (o único disponível no Nexus S; veja-o, nas configurações horizontal e vertical na Figura 2). Quando eu toco, ainda que levemente, em um caractere, ele – e somente ele – aparece na caixa de entrada sem delongas.

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Figura 3: Teclas virtuais de inclusão de símbolos e acentos.

Para estender a capacidade do teclado virtual, o Android faz com que, quando mantidas pressionadas, algumas “teclas” abram uma pequena janela que permite escolher caracteres a adicionais (em geral acentos ou símbolos, como mostrado na Figura 3; para escolher um deles, mantêm-se a tecla premida até a pequena janela aparecer e se desliza o dedo sobre ela, parando no caractere desejado). No Nexus S funcionam “de primeira” – um fenômeno quase inacreditável para quem usava um Milestone. E as imagens, definidas, brilhantes e coloridas seja nas fotos seja nos vídeos, são de encantar (Veja a Figura 4, que mostra a tela do Nexus S exibindo uma foto “tirada” com sua própria câmara de 5 MPx).

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Figura 4: A tela do Nexus S.

Não fossem as demais qualidades do Nexus S, eu diria que a tela é o ponto alto. Mas que nada: ela é apenas o que mais se destaca, já que é usada a todo o momento. O resto, porém, nada fica a dever.

O telefone
O que mais chama atenção quando se vê um Nexus S pela primeira vez é seu formato não convencional e suas elegantes linhas curvas, com a grande lente de sua câmara traseira de 5 MPx se destacando ao lado do LED do flash, acima das marcas Samsung e Google estampadas em uma brilhante superfície negra como se vê na Figura 1 da primeira seção.
A sua face frontal, também curva, é tomada quase inteiramente pela tela de quatro polegadas. Acima dela se percebe, no centro, o risco do pequeno alto-falante e, do lado direito, a pequena lente da câmara frontal (á esquerda dele, sob luz forte e prestando muita atenção, dá para perceber através do plástico semitransparente os sensores de luz e de proximidade). Em baixo, quando ligado, aparecem iluminados os quatro ícones usados pelo sistema operacional (voltaremos a tudo isto adiante).
De perfil, o Nexus S é muito esbelto, como se pode perceber na Figura 5. Nas laterais, à esquerda, o ajuste de volume, à direita o botão liga/desliga e mais nada. Os controles da câmara (botão de disparo, ajuste de luminosidade, foco manual, alternância entre câmaras frontal e traseira ou foto e vídeo, armazenamento e outros) são todos virtuais, na própria tela da câmara, o que é muito bom. Na parte de baixo, apenas o conector mini USB que serve não apenas para transferência de dados para um computador (voltaremos ao assunto adiante) como também para recarregar a bateria. E, ao lado dele, o conector do fone de ouvido que os concorrentes costumam trazer na parte superior.

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Figura 5: O Nexus S visto de lado com suas curvaturas.

Estes fones produzem um som alto e claro seja durante as ligações telefônicas, seja quando se reproduz um arquivo de vídeo ou áudio. Como alto e claro (embora, evidentemente, não com a mesma qualidade) também é o som emitido pelo alto-falante externo quando usado nas ligações em viva voz e reproduções de vídeo ou áudio.
Mas convém não esquecer que o Nexus S é antes e mais nada um telefone, ou melhor, um dispositivo de comunicação. E no que toca à sua capacidade de se comunicar, não há o que se criticar.
Para simples transmissão digital de voz e dados em baixa taxa (2G), o Nexus S usa o protocolo EDGE (Enhanced Data rate for GSM Evolution), uma evolução do protocolo GSM (Global System for Mobile communications), o mais usado mundialmente para telefonia celular, no qual opera em quatro frequências (o que o faz merecer a classificação de “quad-band”): 850, 900, 1800 e 1900 MHz.
Já para transferência de dados em alta taxa (“banda larga”) é usado o protocolo de terceira geração (3G) HSPA (High Speed Packet Access), que suporta taxas máximas de 7,2 Mb/s (Megabits por segundo) para os dados de entrada (“download” ou HSDPA) e de 5,76 Mb/s para a saída de dados (“upload” ou HSUPA). O Samsung Nexus S suporta HSPA em três frequências (portanto, é “tri- band”): 900, 1700 e 2100 MHz. A maioria das operadoras brasileiras adota a frequência de 2100 MHz, porém a TIM em alguns estados – como Bahia, Ceará, Minas e Pernambuco, entre outros – usa 850 MHz, não suportada pelo Nexus S. O resultado disto é que nestes estados, se a provedora do usuário for a TIM, o aparelho não funcionará em 3G.
Meu Nexus S foi adquirido (desbloqueado, naturalmente) no exterior. Chegando ao Rio de Janeiro bastou inserir o cartão SIM de minha operadora na posição correta em seu slot que o aparelho imediatamente pôs-se a operar com todas as suas funcionalidades 3G habilitadas, sem a necessidade de qualquer configuração adicional. Isto porque, no Rio, todas as operadoras utilizam a frequência de 2100 MHz para 3G e esta é uma das três suportadas pelo Nexus S. Mas se você pretende adquirir um deles para usá-lo em outro estado e tem dúvidas sobre a frequência de sua operadora, verifique qual é ela na página <
http://mosquitoeletronico.blog.br/index.php/3g-no-brasil/ > 3G no Brasil do sítio “Mosquito Eletrônico” e veja se coincide com uma das oferecidas em HSPA pelo aparelho.
Mas não é apenas via conexão EDGE ou HSPA que o Nexus S se comunica. Ele também oferece um soberbo suporte a conexões sem fio WiFi nos padrões 802.11 versões “b”, “g” e “n”. Tanto assim que, logo após adquirir o aparelho, ainda no exterior e sem o cartão SIM de qualquer operadora inserido, fiz diversas chamadas para o Brasil usando a conexão WiFi e o ótimo programa Skype, que permite efetuar chamadas para telefones fixos de qualquer parte do mundo via WiFi e cuja versão para Android é excelente.
Mas o Nexus S não é egoísta. Ele compartilha graciosamente (nas duas principais acepções do termo: “gratuito” e “com elegância”) sua conexão Internet com outros dispositivos.
Para compartilhá-la com um dispositivo que rode Windows 7 ou Android basta conectá-lo ao telefone com o cabo USB e, na tela de configuração do Nexus S, ativar o “Vínculo USB”. Diferentemente de outros aparelhos – inclusive alguns que usam Android como o Motorola Milestone – não é preciso instalar qualquer programa auxiliar seja no Nexus S, seja no computador que receberá os dados: ativado o compartilhamento, a conexão é imediata e, dependendo do sinal, surpreendentemente rápida. Veja, na Figura 6, o Nexus S mostrando sua tela de configuração do Vínculo USB e conectado com um cabo USB a um micro portátil que, por sua vez, mostra a janela solicitando a configuração de compartilhamento de arquivos na rede recém descoberta. E tenha em mente que para conseguir este efeito bastou conectar o cabo a ambos os dispositivos e habilitar o vínculo USB no Nexus S sem apelar para qualquer programa de terceiros.

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Figura 6: Nexus S compartilhando Internet via cabo USB.

Porém, neste campo, o Nexus S vai muito além. Pois, sem a necessidade de se agregar qualquer acessório, ele é capaz de funcionar como ponto de acesso (“hotspot”) WiFi, distribuindo o sinal para até cinco dispositivos, permitindo assim criar uma rede local através da qual pode compartilhar via WiFi o acesso à Internet recebido pela conexão 3G. E a configuração também não exige mais que a mera configuração do aparelho. O primeiro passo é ativar a função e informar ao telefone o nome que ele deve atribuir à rede. O segundo, opcional, é habilitar a segurança (padrão WPA2 PSK) e introduzir uma senha de oito caracteres que os demais dispositivos terão que fornecer para se conectar. Isto feito, o telefone passa imediatamente a transmitir em WiFi e basta configurar os receptores para se conectar à rede. Veja, na Figura 7, a tela de configuração do Nexus S como ponto de acesso WiFi e note que o vínculo USB permanece habilitado. Aquele pequeno ícone azul que aparece na barra de informações no alto da tela indica, justamente, que a função de ponto de acesso WiFi está ativa e operando.

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Figura 7: Tela de configuração de compartilhamento Internet.

Acreditem ou não, tudo isto é muito simples, não exige qualquer conhecimento especializado e portanto pode ser feito por qualquer leigo, funciona perfeitamente e a qualidade da conexão depende muito mais da operadora que do Nexus S. Eu testei ambas as conexões, tanto a cabo USB (que tenho usado diariamente há duas semanas e somente não é satisfatória porque a qualidade do sinal da Vivo tem sofrido inexplicáveis e injustificáveis oscilações ultimamente) e a sem fio via ponto de acesso WiFi, mostrada na Figura 8 onde se vê o Nexus S com a tela de configuração e o micro portátil mostrando a tela de meu antivírus solicitando o tipo de proteção a ser usado na rede recém-identificada (note que os dispositivos não estão fisicamente interconectados; o cabo que sai do Nexus S está ligado ao carregador da bateria, não ao micro). Em ambos os casos o Nexus S se comportou bravamente.

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Figura 8: Nexus S conectado sem fio (via WiFi) a notebook.

Além disso, caso não se deseje compartilhar o sinal da Internet, pode-se usar o conector micro USB 2.0 para ligar o Nexus S a um computador e efetuar a transferência de dados entre ambos, como veremos adiante.
Finalmente e como seria de esperar, o Nexus S suporta conexão sem fio padrão Bluetooth versão 2.1 com tecnologia EDR (Enhanced Data Rate; ver detalhes < http://en.wikipedia.org/wiki/Bluetooth#Bluetooth_v2.1_.2B_EDR > aqui). Ideal para quem deseja utilizar o telefone a maior parte do tempo com fones de ouvido e não quer se preocupar com fios.
Além de tudo isto o Nexus S troca mensagens instantâneas (os populares “torpedos”) usando quase todo o tipo de protocolo disponível, inclusive o serviço de mensagens do próprio Google. E se integra transparentemente à conta Google do usuário. Na verdade esta integração é indispensável para que o aparelho cumpra todas as suas funções. Por isto, ao ser ligado pela primeira vez, solicita identificação de usuário e senha da conta no GMail que, caso não exista, pode (mais que isto: deve) ser criada na ocasião. Esta conta passa a ser a “principal” (o Nexus S permite configurar contas adicionais de correio eletrônico de outros provedores, mas exige uma do GMail que deve ser a principal) e funciona daí em diante como fulcro de todo o tipo de comunicação do dispositivo que, se configurado de acordo, recebe as mensagens em tempo real (função “push e-mail”) e mantém sincronizadas as contas, incluindo mensagens, agenda, contatos e tudo o mais.
Porém o mais impressionante é a facilidade com que se faz uma conexão tipo “videoconferência” usando a câmara auxiliar do Samsung S e um programa de terceiros, como o gratuito Tango (disponível tanto para Android quanto para iPhone < http://tango.me/ > aqui). Veja, na Figura 9, a imagem que capturei enquanto mantinha uma conversa com nosso amigo e colunista do FPCs Carlos Alberto Teixeira. Na imagem maior, transmitida via 3G, aparecem [email protected] e seu filho (que, como se percebe, teve a bem-aventurança de sair à mãe) e, na menor embaixo e à esquerda, capturada com a câmara frontal do Nexus S, minha própria imagem fotografando a tela. Para gente mais bonita que [email protected] e eu, este tipo de conexão é uma maravilha...

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Figura 9: Videoconferência usando o Tango.

Pois estas são as funcionalidades ligadas à comunicação oferecidas pelo Nexus S, que afinal é um telefone.
Mas ele não é só isto. É também um computador, e um computador e tanto.
Cujas funcionalidades serão discutidas na próxima coluna.
Até lá
B. Piropo

 

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